Com piora da crise econômica, TIM quer reter clientes do pré-pago
Redação DM
Publicado em 9 de dezembro de 2015 às 02:40 | Atualizado há 11 anosSÃO PAULO. SÃO PAULO. A recente constatação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de estagnação no crescimento da base de linhas de celular, que foi acompanhada pela redução da participação de mercado dos pré-pagos, fez a TIM rever sua estratégia e buscar a retenção desses clientes. Segundo Rodrigo Abreu, presidente da operadora, o foco da empresa agora é garantir a manutenção da liderança em pré-pagos para aumentar a receita anual.
Na avaliação do executivo, a inflação alta e a situação econômica difícil do país está obrigando os usuários de mais de um chip (SIMcard), e de diferentes operadoras, a optar por uma única operadora agora. O objetivo da TIM, disse seu presidente, é ser a escolhida nesse processo de redução de uso de chips.
— Essa consolidação do uso dos chips pré-pagos é nosso foco para fazer a receita crescer — disse Abreu, durante almoço de final de ano com jornalistas nesta quarta-feira em São Paulo.
O executivo detalhou ainda que, com a redução das tarifas de interconexão, a diferença de preço para chamadas on-net e off-net diminui. Portanto, deixa de fazer sentido para o consumidor manter tantos SIMcards diferentes.
— A inflação alta e a situação econômica exacerbaram essa situação — completou.
A ideia da operadora é ampliar a gama de planos para esse público.
Fusão com a Oi
Sobre rumores de que a Oi estaria cortejando a TIM para uma possível fusão, processo que teria o banco BTG Pactual, de André Esteves, seria o intermediador, Abreu esquivou-se e garantiu não existir tal negociação, limitando-se a dizer que a empresa sempre estará atenta a oportunidades no mercado brasileiro.
Questionado sobre se a prisão de Esteves, durante a Operação Lava Jato, prejudicaria a negociação, ele voltou a desviar:
— Não comento sobre o impacto (da prisão na negociação) ou não.