Credit Suisse vai cortar 4 mil empregos após a primeira perda desde 2008
Redação DM
Publicado em 4 de fevereiro de 2016 às 06:01 | Atualizado há 10 anosZURIQUE – O banco Credit Suisse divulgou seu primeiro prejuízo anual desde 2008 depois de arcar com um grande encargo de depreciação em seu negócio de banco de investimento sob a gestão do novo presidente-executivo, Tidjane Thiam. O banco teve prejuízo líquido em 2015 de 2,94 bilhões de francos suíços, resultado pior que a estimativa média de analistas em pesquisa da Reuters de perda de 2,12 bilhões de francos suíços.
A instituição financeira afirmou que vai cortar 4 mil postos de trabalho para reduzir custos após o resultado negativo no quarto trimestre, que inclui “encargos substanciais que não são reflexo do nosso desempenho empresarial”. Segundo Thiam, as demissões representam 1,2 bilhões de francos suíços (US$ 1,2 bilhões) em economias anuais.
Nos últimos três meses do ano passado, o banco registrou perda líquida de 5,3 bilhões de francos suíços (US$ 5,3 bilhões). No mesmo período do ano anterior, o banco teve lucro líquido de 691 milhões de francos.
As ações do banco caíram cerca de 11%, cotadas a 14,73 francos suíços, depois de o segundo maior banco da Suíça também ter sinalizado um início difícil para 2016.
— As condições do mercado em janeiro de 2016 permaneceram desafiadoras e esperamos que os mercados continuem voláteis durante o restante do primeiro trimestre, com questões macroeconômicas persistindo — disse Thiam, presidente-executivo desde julho, nesta quinta-feira.
Em outubro, Thiam embarcou na maior renovação do Credit Suisse em quase uma década. Ele levantou novo capital de acionistas, elevou sua aposta na gestão de fortunas, reduziu seu banco de investimentos e cortou postos de trabalho. Pouco mais de quatro meses depois, muitos analistas ainda não estão certos sobre como o banco atingirá suas metas de crescimento, que incluem mais que dobrar sua receita antes de impostos na região Ásia-Pacífico até 2018.
Como esperado, registrou um encargo de depreciação de ágio de 3,8 bilhões de francos no quarto trimestre como resultado da nova direção estratégica que Thiam está perseguindo. O encargo estava principalmente relacionado à aquisição da Donaldson, Lufkin & Jenrette em 2000, disse.