Credor da Argentina chama volta do país à Justiça dos EUA de ‘desconcertante’
Redação DM
Publicado em 12 de fevereiro de 2016 às 04:55 | Atualizado há 10 anosNOVA YORK – Um dos credores da Argentina que não concordou com a proposta de receber menos do devido considerou o retorno do país à Justiça dos Estados Unidos como ‘desconcertante’. Em comunicado, Mark Brodsky, do fundo Aurelius Capital Management, disse que, dada “a escolha entre aceitar o corte substancial que oferecemos, continuar as negociações, e litigar, a Argentina escolheu litigar”.
“Isso é uma continuação desconcertante da estratégia falha do passado”, sustentou Brodsky.
Na quinta-feira, representantes do governo argentino usaram um acordo com dois dos seis credores holdout para pedir ao juiz distrital dos EUA, Thomas Griesa, o cancelamento das ordens que impedem o país de pagar os detentores de sua nova dívida sem antes pagar os títulos do calote de 2001 da Argentina.
A defesa da Argentina afirma que com a suspensão das determinações judiciais permitiriam o país a explorar os mercados globais de capital para financiar os acordos e remover um incentivo aos credores que não se contentam com acordos “condições razoáveis”.
A Argentina propôs pagar em torno de US$ 6,5 bilhões aos detentores de bônus argentinos que não participaram das operações de reestruturação da dívida em 2005 e 2010 — o que representa uma redução de 25% em relação à sentença de Griesa (que prevê pagamento de US$ 9 bilhões).