Cresce chance de Brasil perder grau de investimento em 2ª agência, diz Bradesco
Redação DM
Publicado em 30 de novembro de 2015 às 02:35 | Atualizado há 11 anosSÃO PAULO – O Bradesco avalia que está maior a chance do Brasil perder o grau de investimento por uma segunda agência de classificação de risco. Segundo o diretor do Departamento Econômico do Bradesco, Octavio de Barros, essa probabilidade aumentou na semana passada devido ao crescimento da incerteza política.
— Aumentou um pouco a probabilidade de ter um segundo rebaixamento depois dos eventos recentes, que aumentaram a incerteza política- afirmou em evento do banco a investidores, mas sem citar a prisão do senafor Delcidio do Amaral e do banqueiro André Esteves.
O Brasil já não é grau de investimento pela Standard & Poor’s. Na Fitch e na Moody’s o país ainda mantém o selo de bom pagador, mas apenas com uma nota acima do nível especulativo.
Para evitar a perda por mais uma agência, Barros avalia que seria necessário a aprovação até março ou abril de medidas relevantes de ajuste fiscal e da redução da incerteza política.
O Bradesco espera que a retomada econômica só ocorra a partir de 2017, com um crescimento de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) após dois anos seguidos de recessão. Na visão de Barros, embora os eventos atrelados aos escândalos de corrupção afetem no curto prazo o desempenho econômico, no médio e longo prazo esses eventos irão elevar o PIB potencial.
Já os juros, poderiam cair a partir de meados do ano que vem com o controle da inflação, chegando a 12, 5% ao ano -atualmente a Selic está em 14, 25%.
Parte dessa retomada se daria por meio de concessões públicas e privatizações.
— A despeito de toda a nebulosidade política, vamos conseguir avancar em infraestrutura, com o BNDES focando suas operações nesses projeto e em inovação — avaliou.