Economia

Crescem rumores de que governo estuda tributar exportação de produtos agropecuários

Redação DM

Publicado em 2 de fevereiro de 2016 às 04:30 | Atualizado há 10 anos

BRASÍLIA – Primeiro, foi a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, que há suas semanas, em sua conta no Twitter, queixou-se de estudos, pela área econômica do governo, voltados à criação de um imposto de exportação sobre produtos do agronegócio, para fazer caixa para a Previdência. Agora é a vez de Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protestar. Em nota divulgada nesta terça-feira, a entidade ameaçou reagir.

“Vamos reagir a esta proposta insensata, mobilizando os produtores rurais, nossos leais representantes no Congresso e a sociedade em geral, que é sempre a vítima final de todo erro de política pública”, destaca a CNA, que também já foi presidida por Kátia Abreu.

A entidade questionou o fato de, até o momento, o governo federal não desmentir oficialmente os rumores. Essa taxação ocorreria por meio do fim da isenção da contribuição previdenciária que hoje vigora para os produtores que exportam o total ou parte de sua produção.

“Cabe registrar que as regras da previdência social brasileira não se ajustam mais à nova dinâmica demográfica do país. Assim, reformar a previdência só tem sentido se for para alterar e adaptar estas regras, para ajustá-las à nova realidade, como fizeram e continuam fazendo todos os países relevantes do mundo. Portanto, não é admissível extrair recursos adicionais da sociedade e da produção, para aumentar o financiamento de um sistema que está errado e não se sustentará no tempo”,diz o comunicado.

O GLOBO procurou o Ministério da Fazenda e aguarda retorno.

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