Crescimento mínimo nas vendas
Redação DM
Publicado em 12 de maio de 2015 às 02:42 | Atualizado há 11 anos
O ano de 2015 não tem sido muito bom para o comércio. As vendas do Dia das Mães, que é a segunda data comemorativa que mais movimenta o varejo no País, registraram um crescimento simplório, mas dentro das expectativas, se comparado aos anos anteriores. Pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL) apontou que o crescimento seria em torno de 2%. “Não é o melhor, mas diante do cenário que o Brasil vive é um sinalizador positivo. Acreditamos que, de fato, deve ter tido um crescimento simplório, mas no segundo semestre a tendência é que as vendas cresçam no Dia dos Namorados no dos Pais”, declarou a gerente de Relacionamento da CDL, Dina Marta Correia Batista.
Conforme a Serasa, o Dia das Mães apresentou queda no volume de vendas de 2,6%, sendo o primeiro registro de decréscimo na série do indicador, que teve início em 2003. “No final de semana do Dia das Mães, a queda foi mais significativa, de 3,9% em todo o País na comparação com o mesmo período de 2014”, aponta. A instituição destaca que contribuíram para a queda nas vendas a alta da inflação, o alto custo do crediário e a queda nos níveis de confiança dos consumidores.
Dados preliminares da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshopping) indicam que o crescimento real (descontando a inflação) das vendas na data, em relação ao ano passado, ficou entre 0,5% e 1%, sendo considerado o pior volume de vendas em 10 anos. Apesar das vendas não terem tido um crescimento signitificativo, os preços dos produtos e serviços dos presentes subiram quase 7%, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas.
Vendas A prazo
As consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) para vendas a prazo também tiveram queda este ano, com recuo de 0,59%, de acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e SPC Brasil – divulgados ontem, sendo a segunda maior queda em seis anos. Para as entidades, dada a importância que a data representa para o comércio, o resultado negativo deve funcionar como uma prévia para o desempenho da atividade comercial ao longo de 2015.
Algumas das razões apontadas para o fraco desempenho do comércio na data seriam o menor crescimento da massa salarial, a alta dos juros, a inflação elevada e o enfraquecimento do poder de compra do consumidor brasileiro. “A inflação elevada e o aumento do desemprego, verificados nos últimos meses, têm como consequência imediata a menor disponibilidade de renda das famílias para o consumo. Além disso, a incerteza em relação ao futuro da economia impacta nos compromissos financeiros como o parcelamento de compras”, acredita a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.