Economia

‘Crise não é escândalo da Petrobras’, diz diretor do BNDES

Redação DM

Publicado em 16 de outubro de 2015 às 07:15 | Atualizado há 11 anos

RIO – Diretor de planejamento do BNDES, João Carlos Ferraz afirmou nesta sexta-feira que a crise enfrentada no momento “não é um escândalo da Petrobras”. Ao participar da XXVI Assembleia Geral do Ceal (Conselho Empresarial da América Latina), Ferraz respondeu a comentários sobre as denúncias de corrupção na estatal, feitos por Jorge Errazuriz, do BTG Pactual

— Não é um escândalo da Petrobras. A Petrobras é vítima de pessoas mal-intencionadas. A Petrobras é um ativo importante do Brasil — disse Ferraz.

O papel do BNDES também foi alvo de diferenças entre Ferraz e Errazuriz. O representante do BTG Pactual afirmou é muito difícil desenvolver um projeto de longo prazo no Brasil sem a participação do BNDES. E disse que as condições de financiamento são mais vantajosas que o mercado de crédito, sugerindo que há subsídios nessas concessões de recursos pelo BNDES.

— O BNDES mitiga os problemas estruturais que o Brasil tem. (…) A estrutura da taxa de juros no Brasil é muito curta e muita alta. Imagina se alguém vai aplicar em infraestrutura com uma taxa de básica de juros de 14,25%? É um problema histórico, de governos anteriores — rebateu Ferraz.

O diretor do BNDES mencionou ainda as críticas pelo financiamento de projetos de infraestrutura fora do Brasil. Ele lembrou que o KfW, banco de desenvolvimento da Alemanha, tem o dobro de ativos do BNDES e o China Development Bank tem o dobro do KfW.

— O BNDES é grande sim, mas cada país tem a instituição adequada à sua constituição. (…) O BNDES está sofrendo muitas críticas por financiar infraestrutura fora do Brasil, embora (isso seja) menos de 4% dos desembolsos. Tem algumas neuras ideológicas e políticas que espero que a gente passe logo por isso — apontou Ferraz.

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