Economia

Críticas à política econômica são normais, diz Barbosa

Redação DM

Publicado em 19 de outubro de 2015 às 03:10 | Atualizado há 11 anos

SÃO PAULO – O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse nesta segunda-feira que considera normais as críticas feitas pelo presidente do PT, Rui Falcão, à política econômica do governo. Segundo Barbosa, faz parte da politica econômica ouvir todas as pessoas. O ministro esteve no Instituto Lula, em São Paulo, onde apresentou as ações que vêm sendo tomadas pelo governo para a retomada do equilíbrio fiscal e do crescimento da economia. Entre os presentes à palestra estava o próprio Rui Falcão e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também fez críticas ao ajuste fiscal defendido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

— Vim apresentar as ações que o governo está tomando para recuperar o equilíbrio fiscal e o crescimento da economia e também ouvir criticas e sugestões. Faz parte da politica econômica ouvir todas as pessoas. Nós nos reunimos com vários parlamentares no Congresso, com lideranças empresariais e sindicais. E nós estamos aqui para ouvir criticas e sugestões e apresentar nossas ações — disse o ministro.

Ele defendeu a aprovação da CPMF e afirmou que trata-se de uma medida necessária para recuperar a receita do governo. Barbosa reconheceu, entretanto, que a volta do imposto sobre transações financeiras tem um custo.

— A CPMF é uma medida que tem um custo e nós sabemos disso. Mas ela é necessária enquanto nós estamos trabalhando em reformas mais estruturais do lado do gasto obrigatório — afirmou Barbosa, lembrando que o governo quer a volta desse imposto até 2019.

Barbosa disse que o governo conta com a aprovação desse imposto no Congresso.

— É o plano do governo (aprovação da CPMF), nós contamos com isso e estamos trabalhando no Congresso para a aprovação — afirmou, lembrando que por enquanto a meta de superavit para 2016 continua mantida em 0,7% do PIB. Em relação a meta deste ano, de 0,15% o ministro disse que ainda não existe nenhuma mudança.

Barbosa lembrou ainda que a retomada do crescimento econômico pela via do investimento só será possível com a estabilização macroeconômica.

— Precisamos ter a perspectiva de estabilidade da taxa de câmbio, juros e da inflação. Isso da previsibilidade para que as pessoas possam fazer planos de longo prazo e para a recuperação sustentada do investimento — afirmou Barbosa.

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