Depois de discussão sobre pré-sal, Renan janta com senadores do PT
Redação DM
Publicado em 18 de fevereiro de 2016 às 05:35 | Atualizado há 10 anosBRASÍLIA – Depois de criticar o PT pela resistência ao projeto que muda o papel da Petrobras no pré-sal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), jantou na noite de quarta-feira com senadores petistas. Um dos participantes foi om senador Linbergh Farias (PT-RJ), com que Renan chegou a discutir durante a sessão da tarde sobre a pauta de votações. Linbergh não queria a votação da Medida Provisória 692, que não foi mesmo votada e permanece trancando a pauta.
O projeto sobre o pré-sal só pode ser votado depois que a MP for aprovada sobre o pré-sal só pode ser votado depois que a MP for aprovada, liberando a pauta. Segundo petistas, o encontro foi para acabar com o clima de tensão. Renan ficou muito irritado quanto, ainda na terça-feira à noite, o vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), leu ao final da sessão a MP 692, trancando a pauta. Renan estava no Palácio do Planalto.
Ao final da sessão de quarta-feira, depois do bate-boca com Linbergh, Renan estava mais calmo e chamou um grupo para um encontro na residência oficial. Participaram os senadores Jorge Viana, Lindbergh Farias, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) e ainda o senador Walter Pinheiro (PT-BA), que chegou depois.
O PT também prepara uma pauta de projetos para entregar a Renan. O presidente do Senado está visitando todos os partidos para para fechar uma pauta econômica.
O jantar durou até quase duas horas da madrugada.
— Falamos mais sobre amenidades — disse Jorge Viana.
O projeto do senador José Serra (PSDB-SP) acaba com a obrigatoriedade de a Petrobras ser a operadora e de ter pelo menos 30% de participação nos consórcios criados para a exploração do pré-sal, no modelo de partilha. com a O projeto original do senador Serra foi alterado para tornar o projeto mais palatável. A proposta, apresentada pelo relator Ricardo Ferraço (sem partido- ES), determina o fim da obrigatoriedade, mas dá preferência a Petrobras, que em 30 dias dirá se quer ou não explorar o campo.
Na véspera, Renan dissera que não havia “sentido” nas objeções de petistas contra o projeto do pré-sal e que não queria ser “presidente do Senado do PT”.