Economia

Desenvolvimento sustentável de Goiás

Redação DM

Publicado em 14 de julho de 2015 às 01:58 | Atualizado há 11 anos

Um estudo do Centro de Pesquisa em Desenvolvimento Regional do Centro-Oeste (CPDR), das Faculdades Alfa, destaca que a chave para que Goiás continue a desenvolver sua economia, em um futuro próximo, é o crescimento sustentável, com a atração de empresas voltadas para inovação, preocupadas com questões ambientais e que apresentem um perfil sustentável. Com o Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 75,275 bilhões, Goiás representa 2,48% do PIB nacional, tendo apresentado grande crescimento na economia nos últimos dez anos, visto que tem superado a média brasileira.

Para a professora e pesquisadora do estudo, Cintia Godoi, esses números representam uma dinâmica considerável, mas que o desenvolvimento em questão não articula as potencialidades locais, nem leva em conta as fragilidades do bioma Cerrado e do possível esgotamento dos mananciais, alertado no Plano de Desenvolvimento do Centro-Oeste. Cintia destaca que o setor de serviços é a área que mais tem gerado entregas, desta forma, estimular que pequenas e médias indústrias se instalem em Goiás, por meio de incentivos fiscais, contribui diretamente na aceleração da elevação do PIB estadual.

“Já conseguimos enxergar que hoje em dia quem entrega mais é o setor de serviços e pequenas e médias indústrias. Como Goiás é no interior do País e tem estrutura menos densa, o estado apresenta peculiaridades que o tornam menos atrativo”, destaca. Desta forma, a pesquisa aponta que identificar os potenciais do estado e apresentá-los para pequenas e médias indústrias do próprio Brasil seria mais vantajoso para a economia local. “É interessante focar em uma atração específica, com empresas das áreas de tecnologia e inovação, estimulando as que existem em Goiás”, aponta.

A pesquisa ainda destaca que, no Brasil, a política industrial ainda está relacionada aos financiamentos do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e que, de acordo com relatório dos Recursos Financeiros apresentado em 2013, mais de 300 mil empresas foram beneficiadas por empréstimos e incentivos financeiros. Entretanto, a professora ressalta que é preciso mais esforço do Estado para que o desenvolvimento econômico também seja uma forma de alcançar melhorias socioambientais.

 

Investimentos

Cintia explica que em muitos países a relação entre economia e sustentabilidade tem apresentado casos de sucesso e Goiás deve pensar em estruturas para que empresas sustentáveis do setor de serviços, por exemplo, possam se instalar. “No Plano Diretor é estipulado que se tenha uma área para desenvolver atividades sustentáveis e, em Goiânia, já existem empresas que trabalham com energia solar e reutilização de matérias. Apoiar tais empresas, criando uma identidade e até um pequeno polo é uma maneira de possibilitar o desenvolvimento sustentável”, ressalta.

O estudo destaca que a reversão do ICMS em investimentos no próprio distrito é uma maneira de acelerar o desenvolvimento sustentável de Goiás. “É preciso fazer uma articulação para atrair pequenas e médias empresas. O governo tem feito, mas precisa ampliar”, indica Cintia. A professora ressalta que “a questão mais difícil e muito buscada é a articulação entre academia, Estado e o setor produtivo”. Cintia acredita que as universidades têm muitos estudos para indicar os caminhos do desenvolvimento, mas é preciso articular junto aos setores envolvidos.

 

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