Economia

Dilma diz na Suécia que Mercosul está pronto para apresentar oferta à União Europeia

Redação DM

Publicado em 19 de outubro de 2015 às 02:13 | Atualizado há 11 anos

ESTOCOLMO – A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, em evento com empresários durante visita à Suécia, que o Mercosul está pronto para apresentar sua proposta à União Europeia para um acordo comercial entre os dois blocos, e reiterou o compromisso do governo com o ajuste fiscal.

União Europeia e Mercosul negociam há vários anos um acordo de livre comércio entre os blocos, que se tornou ainda mais importante para as respectivas economias em virtude da assinatura neste mês de um acordo comercial entre os Estados Unidos e mais 11 países da costa do Pacífico, a chamada Parceria Transpacífico (TPP).

— O Mercosul está preparado para apresentar sua oferta comercial à União Europeia e, a partir daí, estabelecer um acordo comercial ambicioso e extremamente vantajoso para ambas as partes — disse Dilma em discurso na cerimônia de abertura de seminário empresarial Brasil-Suécia, em Estocolmo. — Este acordo abre para a União Europeia, e em especial para a Suécia, todo o mercado da América do Sul e certamente, a partir daí, funcionará como uma plataforma para o restante do continente — acrescentou.

A troca simultânea de ofertas entre Mercosul e União Europeia é um passo decisivo para as negociações de um acordo de livre comércio, considerado por Dilma uma prioridade para o bloco de países sul-americanos neste ano. As partes, no entanto, ainda não definiram uma data para a apresentação das ofertas.

AJUSTE FISCAL

Em seu discurso no fórum empresarial, Dilma também reiterou o comprometimento do governo com a política de ajuste fiscal, reforçando que o governo vem trabalhando para garantir o equilíbrio das contas públicas.

— Nossa economia tem fundamentos sólidos e estamos trabalhando de maneira decidida para fortalecer sua saúde fiscal, retomando o equilíbrio, reduzindo a inflação, consolidando a estabilidade macroeconômica, para aumentar a confiança e garantir a retomada do crescimento — afirmou.

No domingo, em entrevista a jornalistas em Estocolmo, a presidente afirmou que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, permanece no cargo, após especulações de que deixaria o governo, e voltou a defender a necessidade de aprovação da CPMF pelo Congresso para que o país volte a crescer.

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia