Discurso de Meirelles agrada a empresários em evento
Redação DM
Publicado em 12 de novembro de 2015 às 05:05 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – Empresários ouvidos pelo GLOBO que assistiram às apresentações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles no primeiro dia do Encontro Nacional da Indústria (Enai) gostaram mais do discurso do segundo palestrante.
Praticamente todos afirmaram que a crise atual é politica, e vários disseram preferir Meirelles à frente do Ministério da Fazenda, devido não apenas à sua experiência no campo político e à frente do BC, mas também por ter apontado em sua fala ações de médio e longo prazos.
O empresário Roberto Lima, do setor de higiene e limpeza, avaliou que Levy se preocupa mais com o curto prazo, enquanto . Para ele, Meirelles teria mais condições de resolver os problemas de ordem política, onde Lima acredita estar a solução para a economia.
Edilson Batista Trindade, da indústria de laticínios, disse que Levy e Meirelles não apresentaram nada de novo. Ainda assim, ele prefere Meirelles.
O empresário Roberto Lima, do setor de madeira, afirmou que os discursos de ambos foram “pura enrolação”. Para ele, o ministro da Fazenda deveria ter um perfil mais dinâmico, voltado para o que o Brasil realmente precisa no momento.
— O ministro Levy não trouxe soluções. Já o Meirelles mostrou quem ele é — disse Guido Raupp, empresário da indústria de reparação de veículos.
CARGO INFLUENCIA
Segundo José Antonio Buhaten, do setor de panificação, Levy não fez nada diferente do que se esperava, até por causa da função que ocupa. E Meirelles foi mais realista, avalia.
Já o presidente do Sindicato da Construção Civil do Paraná, José Eugênio Gizzi, disse que, se Meirelles estivesse no lugar de Levy, também seria obrigado a fazer um ajuste, provavelmente idêntico ao proposto pelo atual ministro da Fazenda.
Igor Ploger, do setor de serviços e presidente do Conselho Empresarial da América Latina, lembrou que Levy sofre forte pressão para aprovar o Orçamento de 2016. Meirelles, por sua vez, está em uma situação de espectador e pode falar de uma maneira completamente livre.