Economia

Dólar apresenta estabilidade e Bolsa passa a subir

Redação DM

Publicado em 27 de outubro de 2015 às 09:10 | Atualizado há 11 anos

SÃO PAULO – O dólar comercial tem uma manhã de instabilidade nesta terça-feira, com os investidores cautelosos de olho na reunião do banco central americano (Federal Reserve). A divisa americana iniciou a sessão desta terça-feira em alta, pelo segundo dia consecutivo, mas inverteu o sinal depois de uma hora de negociação. Às 10h54, a moeda americana estava praticamente estável, com leve queda de 0,02%, sendo vendida a R$ 3,918. Na máxima do dia, o dólar chegou a R4 3,933 e na mínima foi negociado a R$ 3,896. Ontem, a divisa fechou cotada a R$ 3,9190, uma elevação de 0,69% em relação ao fechamento de sexta-feira.

Começa hoje a reunião do banco central americano para decidir se a taxa de juros nos EUA será mantida entre zero e 0,25%. O mercado avalia que a taxa será mantida no atual patamar.

“O mercado não acredita em alta de juros nessa reunião, embora trabalhe com cautela”, diz o analista Celson Plácido, da XP Investimentos, em relatório divulgado nesta manhã.

De acordo com o analista da XP, ainda no cenário externo, a queda do lucro de indústrias na China também preocupa, e causa impacto negativo nas bolsas europeias, que operam em baixa. Nos EUA, os principais índices também estão em baixa.

Na China, o lucro das maiores empresas do setor industrial recuou 0,1% em setembro na comparação anual, menor do que a queda de 8,8% em agosto. Entre janeiro e setembro, o lucro do setor industrial chinês caiu 1,7% ante o mesmo período de 2014.

PEDALADAS NO RADAR DOS INVESTIDORES

No cenário interno, o mercado está na expectativa se o governo vai ou não contabilizar, no adendo ao projeto de revisão das metas, apenas o déficit fiscal estimado em R$ 50 bilhões ou se também vai acrescentar o passivo das chamadas pedaladas fiscais, que pode chegar a R$ 40 bilhões.

Na Bolsa, o Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro iniciou as negociações em queda, mas reveretu a tendência. Às 10h58, o Ibovespa estava em alta de 0,18% aos 47.294 pontos. Ontem, o Ibovespa fechou em queda de 0,81% a 47.209 pontos.

– O mercado está devagar, à espera da reunião do Fed e da decisão sobre o déficit primário no Brasil. Ontem o volume da Bolsa foi bem fraco e todo mundo está em compasso de espera – diz Luiz Roberto Monteiro, operador da corretora Renascença.

A maior alta é apresentada pelas ações ordinárias da Fibria, com ganho de 2,31% a R4 56,27, enquanto a maior baixa é dos papeis preferenciais da Suzano Papel, com queda de 2,23% a R$ 17,06.

A expectativa da votação de medidas importantes para o ajuste fiscal no Congresso deixa o investidor mais cauteloso. Em relatório, o operador de câmbio da Correparti Corretora, Guilherme França Esquelbek, observa que a situação no Congresso Nacional causa apreensão.

“O plenário da Câmara retoma as sessões de votação e pode apreciar o projeto de lei que prevê a repatriação de recursos no exterior. A queda de braço do governo com o deputado Ricardo Barros, relator do Orçamento de 2016, também está em pauta”, diz Esquelbek.

Os principais índices do mercado de ações da Ásia encerraram o dia sem tendência definida com os investidores cautelosos antes da decisão de política monetária do Federal Reserve. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, caiu 0,90%, a 18.777,04 pontos, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,11%, a 23.142,73 pontos, o Xangai Composto teve alta de 0,13%, a 3.434,34 pontos, e o Kospi, de Seul, recuou 0,17%, a 2.044,65 pontos.

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