Economia

Dólar opera em queda e é negociado abaixo de R$ 4

Redação DM

Publicado em 1 de fevereiro de 2016 às 00:40 | Atualizado há 10 anos

SÃO PAULO – O dólar comercial inicia o mês em queda e é negociado abaixo dos R$ 4. Às 14h28, a moeda americana era negociada a R$ 3,978 na compra e a R$ 3,980 na venda, um recuo de 1,06% ante o real – na mínima, já chegou a R$ 3,974. A queda ocorre apesar de dados econômicos fracos na China. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrava queda de 0,42%, aos 40.235 pontos.

A retomada dos trabalhos no Congresso Nacional, as investigações de corrupção no âmbito da Lava Jato e as repercussões em relação à economia chinesa – que registrou um sexto mês consecutivo de retração no PMI do setor industrial – devem pressionar os negócios nos mercados financeiros nesta segunda-feira.

“O preço do barril de petróleo também recua no mercado internacional. Internamente, as atenções se voltam para o reinício dos trabalhos no Congresso Nacional, em meio à crise econômica, operações Lava Jato e Zelotes. Tudo indica que o dólar deverá operar pressionado já a partir de hoje”, avaliou, em relatório a clientes, Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora de Câmbio.

O dólar perde força desde sexta-feira, quando foi divulgado o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

No mês de janeiro, no entanto, a divisa se valorizou em 1,84% contra o real. Foi a maior alta mensal desde os 9,23% registrada em setembro, mês em que o país pediu o grau de investimento pela agência Standard & Poor’s.

GOL SOBE QUASE 30%

Após a alta de 4,60% no Ibovespa na sexta-feira, os investidores aproveitam a ausência de notícias para embolsar parte dos ganhos. O gerente de renda variável da corretora H.Commcor, Ari Santos, lembra que os dados da China e a queda do preço do petróleo no mercado internacional voltaram a pressionar – o do tipo Brent recua 3,89%, a US$ 34,59 o barril.

— Na semana passada o petróleo deu uma trégua, mas o óleo voltou a ter perdas. E teve os dados negativos na China durante a madrugada, que realimentam a preocupação com o ritmo da desaceleração — disse.

Em meio a esse cenário, as ações preferencias (PNs, sem direito a voto) da Petrobras operam em queda de 1,85%, cotadas a R$ 4,75, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) têm recuo de 3,31%, a R$ 6,70.

Já as ações da Gol disparam com a possibilidade de aumento da participação de capital estrangeiro nas companhias aéreas brasileiras – o limite atual é de 20%. Os papéis têm alta de 28,75%, a R$ 1,97 – na máxima, no período da manhã, a alta chegou a 42,5%. O baixo valor da ação também contribui para a variação expressiva.

De acordo com reportagem do Valor Econômico, o governo estaria estudando facultar ao executivo a possibilidade de até 100% de uma empresa aérea pertencer a capital estrangeiro. O projeto de lei em vigor no Congresso Nacional sugere a ampliação para 49%.

Também operam em alta as ações da Hypermercas, que na sexta-feira anunciou a venda de sua divisão de preservativos por R$ 675 milhões para a Reckitt Benckiser. A alta era de 4,69%.

No exterior, os principais índices do mercado acionário também estão em queda. O DAX, de Frankfurt, recua 0,60%, e o CAC 40, da Bolsa de Paris, tem queda de 0,83%. Já o FTSE 100, de Londres, registra variação negativa de 0,61%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones cai 0,47% e o S&P 500 tem variação negativa de 0,54%.

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