Endividamento das famílias fica estável, mas inadimplência e juros do cartão avançam
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 1 de julho de 2026 às 15:36 | Atualizado há 1 hora
O endividamento das famílias brasileiras permaneceu estável em abril, segundo o relatório “Estatísticas monetárias e de crédito”, divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (1º). O indicador ficou em 49,8%, mesmo patamar registrado em março. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve avanço de 0,9 ponto percentual.
O levantamento também mostra que a parcela da renda comprometida pelas famílias não apresentou variação de março para abril. O índice ficou em 28,2%, com alta de 1,1 ponto percentual no acumulado de 12 meses.
Inadimplência tem nova alta
A inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) chegou a 4,7% em maio. O resultado representa crescimento de 0,1 ponto percentual no mês e avanço de 1 ponto percentual em 12 meses.
A alta mensal foi puxada por aumentos tanto entre empresas quanto entre famílias. No caso das pessoas jurídicas, a inadimplência ficou em 3,2%. Já entre as pessoas físicas, o índice alcançou 5,6%.
No crédito com recursos livres, que reúne empréstimos e financiamentos com taxas negociadas diretamente entre bancos e clientes, a inadimplência também subiu 0,1 ponto percentual e chegou a 6,2%.
Ainda em maio, o crédito ampliado ao setor não financeiro somou R$ 21,5 trilhões, o equivalente a 164,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o Banco Central, o resultado foi influenciado principalmente pelo crescimento de 2,9% nos títulos públicos e de 2,5% nos empréstimos externos.
Juros do cartão seguem elevados
O relatório também aponta aumento nas taxas cobradas no cartão de crédito. Os juros do rotativo subiram 7,9 pontos percentuais em março e chegaram a 439,9% ao ano.
No cartão de crédito parcelado, a taxa avançou 1,5 ponto percentual, alcançando 189,6% ao ano. Já a taxa total do cartão de crédito teve alta de 2,4 pontos percentuais e ficou em 96,6% ao ano.