Espanha e Portugal ficam apreensivos com situação grega
Redação DM
Publicado em 28 de junho de 2015 às 03:35 | Atualizado há 11 anosRIO – A falta de acordo na Grécia leva o medo a Espanha e Portugal, países que também enfrentaram problemas após a crise de 2008 e engoliram os “amargos remédios” impostos por Bruxelas. Apesar de estarem em situação financeira muito melhor que no começo da crise, estes países temem o contágio do que chamam “vírus grego”, que chegaria a estes países pelas turbulências no mercado — a cotação do Euro e das principais bolsas europeias devem refletir o clima de incerteza em suas cotações nesta segunda-feira — e pelo aumento dos juros para as dívidas destas nações.
Na Espanha, o governo de Mariano Rajoy convocou para a manhã desta segunda-feira uma reunião de sua Conselho de Ministros, em que encontra diversos ministros da área econômica. A agência “Efe” e o jornal “El Mundo” informaram que Rajoy conversou neste domingo com Pedro Sánchez, líder do opositor PSOE, para conversar sobre o impasse grego. o jornal “El Mundo” afirma que autoridades espanholas esperam um mês de julho muito complicado e turbulento. O “El País” acredita que os países que passaram por planos de resgate na região — Espanha, Portugal e Irlanda — pagarão juros mais alto para rolar suas dívidas.
Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças de Portugal, admitiu ontem em Bruxelas, segundo informou o “Jornal de Negócios”, que se espera “alguma perturbação nos mercados”, pois a ruptura das negociações com a Grécia é “algo nunca vivido antes”, mas afirmou que Portugal está melhor preparado. Ela disse que o país hoje conta com um reserva financeira confortável de “vários meses”. O jornal `Público”, contudo, alerta que Portugal seria “rapidamente visto como um potencial caso de saída do euro” e isso, segundo o jornal, “faria com que muitos se desfizessem das suas posições de dívida soberana portuguesa, e que outros apostassem mesmo contra a permanência do país no euro”.