FMI designará próximo diretor-gerente até início de março
Redação DM
Publicado em 21 de janeiro de 2016 às 07:40 | Atualizado há 10 anosRIO – O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quarta-feira que designará seu próximo diretor-gerente até o início de março, um cargo ao qual a atual diretora, a francesa Christine Lagarde, volta a aspirar.
As candidaturas têm que se ser apresentadas entre esta quinta-feira e o dia 10 de fevereiro. O conselho de administração do Fundo, que representa seus 188 Estados-membros, prevê tomar uma decisão até 3 de março, indica a instituição em um comunicado.
Lagarde, nomeada em julho de 2011 para um mandato de cinco anos, disse em várias ocasiões que está aberta à ideia de voltar a se apresentar.
— Estou disposta a servir — disse em outubro a dirigente, que sucedeu o também francês Dominique Strauss-Kahn.
Lagarde se viu envolvida em um caso judicial sobre uma multimilionária arbitragem que favoreceu o empresário Bernard Tapie em 2008, quando ela era ministra das Finanças da França. Apesar disso, continua tendo apoio do FMI.
A instituição quer um processo de designação “aberto, baseado no mérito e transparente”, indicou o comunicado.
O ministro britânico das Finanças, George Osborne, já deu seu apoio a Lagarde, “uma dirigente excepcional”, disse em uma mensagem no Twitter. A Alemanha também apoiou sua candidatura e o ministro das Finanças Wolfgang Schauble afirmou que é “uma gestora de crise circunspecta e coroada de êxitos num momento difícil após a crise financeira”.
Segundo uma regra não escrita, os países europeus designam o diretor-gerente do FMI, enquanto os Estados Unidos ficam com a presidência do Banco Mundial. No entanto, em 2011, Lagarde precisou enfrentar a candidatura do presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens.
Segundo a edição de quarta-feira da revista francesa “Le Canard Enchainé”, diante dos problemas judiciais de Lagarde, a França estaria estudando apoiar a candidatura do franco-marfinense Tidjane Thiam, presidente do Credit Suisse.
No entanto, o interessado desmentiu a informação em uma entrevista à CNBC em Davos e disse estar muito concentrado em seu trabalho na Credit Suisse:
— Só tenho uma estratégia na minha carreira, a de fazer bem meu trabalho.