Economia

Fundo Europeu declara a Grécia oficialmente em default

Redação DM

Publicado em 6 de julho de 2015 às 15:43 | Atualizado há 11 anos

BRUXELAS, ATENAS e AMSTERDÃ – O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (Feef) declarou oficialmente nesta sexta-feira a Grécia em situação de , ou calote, depois de não ter realizado o pagamento de € 1,6 bilhão ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Isso, no entanto, não gera consequências financeiras imediatas.

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Esse não pagamento, que venceu na terça-feira, constitui um calote da Grécia, segundo termos do acordo financeiro entre Atenas e o Feef, indicou a instituição em um comunicado. O Feef, porém, afirma que é preciso reservar o direito de agir posteriormente, mas “sem reclamar reembolso imediato” de Atenas, nem renunciar a seus créditos.

Os números publicados na quinta-feira pelo FMI, que destacam a necessidade de financiamento da Grécia, não significam “de forma alguma” que seja preciso reestruturar automaticamente a colossal dívida grega, afirmou a Alemanha nesta sexta-feira.

— De forma alguma podemos chegar à conclusão de que é necessária uma reestruturação da dívida — afirmou Martin Jäger, o porta-voz do ministro alemão de Finanças, Wolfgang Schäuble, ao ser questionado sobre o documento liberado na véspera pelo FMI.

Dias antes do referendo crucial para a Grécia, sobre o apoio ou não da população às medidas de austeridade propostas pelos credores internacionais em troca de ajuda financeira, o FMI afirmou que o país precisa de um resgate de € 50 bilhões entre outubro deste ano e de 2018. Para superar essa limitação orçamentária, o FMI pediu aos europeus que emprestem € 36 bilhões à Grécia e que reestruturem a dívida do país.

Essa posição é vista com receio por Berlim, que teria grande dificuldade de convencer a opinião pública. Para a Alemanha, a Grécia deve fazer reformas estruturais para sanear suas finanças, afirmou Jäger.

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