Economia

G-20 alerta que avanço do terrorismo mina esforços para fortalecer economia global

Redação DM

Publicado em 16 de novembro de 2015 às 03:00 | Atualizado há 11 anos

RIO – Reunidos em Belek, na Turquia, os líderes do G-20, o grupo dos países mais industrializados do mundo, divulgaram nesta segunda-feira comunicado em que alertam para o impacto econômico da disseminação das ações terroristas.sustentáveis. “A disseminação das organizações terroristas e o significante crescimento global de ações terroristas minam diretamente a manutenção da paz mundial e a segurança e coloca em risco nossos atuais esforços para fortalecer a economia global e assegurar o crescimento e o desenvolvimento globais.”

Além de condenar os atos violentos, os países do G-20 afirmam que que a luta contra o terrorismo é um prioridade e se comprometem com um trabalho conjunto para combater a prática. “A luta contra o terrorismo é uma prioridade maior para os nossos países e reiteramos nossa determinação de trabalhar juntos para prevenir e suprimir os atos teroristas por meio de solidariedade e cooperação internacionais ampliadas, com total reconhecimento do papel central da ONU”, apontou o comunicado do grupo em seu segundo dia de encontro.

O grupo também se comprometeu com o estrangulamento financeiro das organizações terroristas. “Nós também permanecemos comprometidos em lidar com os canais de financiamento do terrorismo, especialmente por meio da cooperação e da troca de informações e congelando os ativos de terroristas, criminalizando o financiamento ao terroristas e com sanções financeiras fortes a regmes relacionados ao terrorismo e ao financimento ao terrorismo”, detalha a nota, afirmando ainda que o grupo deve implementar em breve os padrões da Força Tarefa de Ação Financeira (FATF, na sigla em inglês).

Estabelecido em 1989, o FATF é uma organização intergovernamental de ministros para fixar padrões e promover a implementação de medida de combate à lavagem de dinheiro, o financiamento ao terrorismo e combater outras ameaças ao sistema financeiro internacional.

O comunicado do G-20 frisou preocupação com o crescimento do terrorismo internacional e a ameaça que representa. “Estamos determinados a lidar com esta ameaça abrançando a nossa cooperação e desenvolvendo medidas relevantes para evitar e lidar com o fenômeno, incluindo divisão de informações operacionais, gerenciamento de fronteiras, medidas preventivas e respostas apropriadas da Justiça criminal. Vamos trabalhar para fortalecer a segurança da aviação global”

IMPLEMENTAÇÃO DA AGENDA

Por sua vez, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, pediu que o G-20 implemente todo o conteúdo da agenda do grupo para fazer frente ao cenário econômico global que se desenha para 2016.

Após uma expansão modesta e desigual em 2015, informou a nota do Fundo, para o ano que vem a projeção é de crescimento de 3,6%, o que seria o maior ritmo desde 2011, frisou a nota, para listar três fatores que pesem nas expectativas, Primeiro, a a normalização da política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), que deve começar a elevar os juros do país — atualmente, entre 0 e 0,25%, um piso histórico — no fim deste ano ou no início do próximo. O FMI cita ainda o reequilíbrio do modelo de crescimento chinês como fator determinante para o balanço da economia global. Finalmente, pesa no cenário o fim do ciclo de commodities valorizadas, que durou um ano.

Para lidar com este cenário, as medidas propostas são:

– aumenta o crescimento imediatamente, combinando apoio à demanda, por meio de políticas monetárias acomodativas na maioria das economias avançadas com políticas fiscais onde as condições permitam;

– ampliar a resiliência, fortalecendo o setor financeiro por meio da execução da agenda de reformas da regulação;

– assegurar o futuro, implementendo as estratégias de crescimento do G-20 acordadas em Brisbane no ano passado. Conforme o acompanhamento do Fundo, cerca de metade das medidas foram implementadas — Lagarde enfatizou a necessidade de focar neste ponto.

Além disso, a diretora-gerente saúda o compromisso de reduzir o desemprego entre os jovens a 15% até 2025, que se segue ao compromisso de reduzir a diferença salarial por gênero a 25%.

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