Gerdau defende ajustes na legislação trabalhista
Redação DM
Publicado em 6 de janeiro de 2016 às 05:26 | Atualizado há 10 anosBRASÍLIA – Após se reunir nesta tarde com o ministro do Planejamento, Valdir Simão, o presidente do conselho consultivo do grupo Gerdau, Jorge Gerdau, defendeu ajustes nas atuais legislações previdenciária e trabalhista — esta última chamada por ele de “quase medieval”. Segundo ele, já existe consenso sobre isso entre confederações e setores empresariais.
— Esse processo tende a evoluir, porque existe diálogo bastante positivo entre as confederações e setores empresariais sobre o que é preciso fazer — disse Gerdau.
Sobre a reforma previdenciária, ele afirmou:
— Cada vez que atrasamos, aumentamos os riscos de a Previdência não conseguir atender demandas e necessidades da população.
Mais cedo, Gerdau esteve com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Para o empresário, Barbosa tem experiência e condições de equilibrar ajuste fiscal e crescimento. Após o encontro com o ministro, porém, ele ressaltou que não há condições de deixar o ajuste das contas públicas de lado e reforçou, inclusive, que o aperto deve se estender com mais força a estados e municípios.
Segundo Gerdau, o ajuste fiscal é uma “realidade numérica” e sem ajuste, “não se resolve problema algum. Questionado sobre a resistência de investidores e empresários à nomeação de Barbosa no lugar do ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, Gerdau minimizou:
— São posições individuais dos diversos empresários do mercado, mas o ministro, pela experiência dele, tem condições de operar essa conjuração do balanceamento do ajuste fiscal com o crescimento. Acho que ele pode dar uma contribuição importante.
Ao ser perguntado se 2016, sob a gestão de Barbosa, poderia ser ainda mais difícil do que o ano passado, quando a economia do país foi comandada pelo rígido ministro Levy, Gerdau se limitou a dizer que a etapa mais difícil do ajuste já foi feita.
— Eu diria que uma etapa difícil já foi feita. O mais importante é que o Brasil e os políticos se conscientizem do tema do ajuste fiscal. Esse tema de certa forma maturou no país, não só em nível federal, mas principalmente os governos estaduais e as prefeituras, que (sabem que) sem uma gestão de ajuste fiscal correta você inviabiliza o país.
Gerdau visitou o ministro representando também o Movimento Brasil Competitivo, do qual é presidente do conselho superior. Ele afirmou que as reuniões do chamado ‘conselhão’ continuarão ocorrendo e ressaltou que a principal demanda dos empresários são a celeridade dos investimentos em infraestrutura e os incetivos à exportação. O mercado aguarda com ansiedade também as medidas de incentivo à construção civil. O empresário disse que o ministro se limitou a escutar e não sinalizou novas medidas.
— Eu falei (de medidas) para o crescimento. Indiscutivelmente em infraestrutura, e o segundo ponto é acelerar exportações. O ministro escutou.
Ele acrescentou ainda que a reunião não tratou do aumento da tarifa sobre a importação do aço.