Goiás em alta em Brasília
Redação DM
Publicado em 22 de julho de 2015 às 01:35 | Atualizado há 11 anosHelvécio Cardoso,Da editoria de Economia
Embora ainda esteja no sétimo mês de seu quarto mandato, o governador Marconi Perillo já demonstrou que um dos principais focos desta gestão é projetar Goiás no cenário nacional, sobretudo nos setores da saúde e educação. Marconi tem afirmado, também, que a ordem é trabalhar incessantemente para que Goiás cresça ainda mais em competitividade. Na busca por investimentos, melhoria em setores estratégicos e na batalha pela manutenção dos incentivos fiscais, o governador tem se dirigido a Brasília constantemente. As portas do governo federal, por sua vez, nunca estiveram tão abertas para Goiás.
Neste ano, o governador já esteve em Brasília 11 vezes em audiências com ministros, com a presidente Dilma Rousseff, presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, governadores e empresários. Tratou de investimento em obras, da manutenção dos incentivos fiscais, federalização da Celg, concessões e discutiu temas indispensáveis, como a segurança pública. Em todas as visitas, obteve respaldo em relação às demandas do Estado e das causas que defende em favor do País.
Tanto da presidente Dilma, com quem construiu relação republicana ainda na gestão passada, quanto de seus ministros, Marconi tem recebido atenção sempre que solicitada e também já foi convidado a participar de discussões sobre desenvolvimento econômico. Além dos 11 eventos em Brasília, o governador solidificou a relação com o governo federal em solenidades ocorridas em Goiânia.
A primeira visita à capital federal neste ano foi para prestigiar a posse do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e da Agricultura, senadora Kátia Abreu, no dia 5 de janeiro. O governador destacou a importância estratégica das duas pastas para as demandas de Goiás e o bom relacionamento que mantém com ambos os ministros. Antes de retornar a Brasília para a segunda agenda deste ano, Marconi concluiu, em Goiânia, a federalização da Celg com a assinatura do acordo entre acionistas e a posse da nova diretoria da empresa, cujo controle acionário passou oficialmente para a Eletrobras, sócia majoritária, com 51% das ações.
A cerimônia contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que ressaltou que a Celg passa por um amplo processo de investimentos, de R$ 63 milhões, em 2013, para R$ 240 milhões, em 2014, e previsão de R$ 400 milhões neste ano, para atender a um Estado que apresenta um “ritmo chinês” de crescimento.
Em seguida, o governador recepcionou a presidente Dilma, a convite do Palácio do Planalto, em evento no Paço Municipal, onde foi anunciada a conclusão das obras do aeroporto de Goiânia até novembro. Ele agradeceu à presidente pelas obras federais garantidas a Goiás, e foi denominado por ela de “parceiro” do governo federal com o qual mantém relações administrativas acima de quaisquer divergências políticas. “Os nossos caminhos sempre se encontraram, porque somos republicanos e democratas”, disse a presidente.
Agenda em Brasília
A segunda visita a Brasília, em abril, foi uma audiência com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que propôs a Marconi a construção de uma agenda positiva de investimentos em infraestrutura como garantia ao desenvolvimento econômico e combate aos desequilíbrios regionais. Segundo ele, o ministro sinalizou para discussão sobre concessões, PPPs e outros mecanismos apropriados para reaquecerem o desenvolvimento econômico.
Em maio, Marconi esteve três vezes em Brasília. A princípio, para apresentar as potencialidade de Goiás ao primeiro-ministro da China, Li Keqiang. Em seguida, participou de reunião entre governadores e os presidentes da Câmara e do Senado nas quais defendeu a discussão de um novo Pacto Federativo, a aprovação da PEC 172/2012, de autoria do deputado federal Mendonça Filho (DEM/PE), que pretende proibir a criação de obrigações para os entes federados sem a previsão da fonte dos recursos necessários ao seu custeio. O governador também cobrou a participação do governo federal no custeio da segurança pública.
Ainda em maio, o governador se reuniu em Brasília com o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, para tratar de quatro projetos de mobilidade urbana que ganharam impulso no encontro. Foram discutidas a construção da linha do Trem de Passageiros entre Brasília/Goiânia; a Iluminação da BR-153 no trecho entre Goiânia e Anápolis; a extensão do BRT de Santa Maria/DF até Luziânia/GO e a construção do Anel Leste da BR-153 que desviará o curso da rodovia dos trechos urbanos de Aparecida de Goiânia e Goiânia.
No mesmo dia, palestrou para mais de mil pessoas na XVIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Marconi escolheu como tema o Pacto Federativo. Ele citou a reunião que havia tido com os presidentes da Câmara e do Senado e ressaltou que sentiu deles um movimento articulado no sentido de refundar o Pacto Federativo.
No início de junho, o governador foi a Brasília discutir melhorias para a hidrovia Paranaíba/Paraná/Tietê, obra que vem sendo defendida pelos Estados de Goiás, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ele ainda se reuniu com três ministros e discutiu a melhoria em aeroportos goianos, cronograma para a finalização das obras do aeroporto de Goiânia e ampliação de redes gratuitas de internet.
Em seguida, Marconi participou da abertura da segunda edição do projeto “Visão Capital”, realizado pelo Jornal de Brasília com o objetivo de integrar empresariado local com os governos de Goiás e Distrito Federal na definição de política de desenvolvimento do Entorno. Ele mostrou aos empresários que o PIB da região cresceu cinco vezes em 12 anos, e destacou que o governo de Goiás investiu mais de R$ 1,1 bilhão na Região do Entorno apenas entre 2011 e 2014.
Investimentos
Na terceira vez em que esteve em Brasília em junho, o governador recebeu da presidente Dilma a notícia de investimento de R$ 51 bilhões em concessões para Goiás em rodovias e ferrovias. O anúncio foi feito durante o Programa de Investimento em Logística para 2015-2018, do governo federal. Mais tarde, Marconi se reuniu com o ministro dos Esportes, George Hilton, para discutir a viabilidade de Goiânia sediar a Universíade de 2019, segundo maior evento poliesportivo do mundo.
Dias depois, o governador se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para discutir incentivos fiscais. Ele reiterou o pedido de empenho para aprovação da PLP 54/2015, que trata da convalidação dos incentivos fiscais e da remissão das dívidas passadas dos Estados relativas a diferenças de alíquotas de ICMS. Encerrando a agenda de junho, reuniu-se, em seguida, com o ministro Joaquim Levy sobre a possibilidade de novos recursos para Goiás.
A última visita foi realizada no dia 8 deste mês, quando se reuniu com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercandante, a quem solicitou que o governo federal assuma a medição das discussões entre os Estados de forma a garantir a reabertura da Hidrovia Tietê-Paraná.