Goldman Sachs vê alto risco de queda mais forte no preço do petróleo
Redação DM
Publicado em 17 de dezembro de 2015 às 07:00 | Atualizado há 11 anosRIO – O banco Goldman Sachs afirmou nesta quinta-feira que vê um maior risco da queda nos preços do petróleo se aprofundar após a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de manter uma alta produção e pela contínua acumulação de estoques de produtos refinados na Europa.
A forte pressão financeira que enfrentam os produtores, devido ao ambiente de baixos preços da , poderia deter o superávit de petróleo no quatro trimestre de 2016, principalmente pela redução da extração de petróleo nos Estados Unidos, indicou a entidade. No entanto, o banco afirmou que o equilíbrio requer que exige o mercado de petróleo ainda está longe, em parte porque a quantidade de plataformas e o padrão de produção são muito altas para o fornecimento requerido.
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“A tensão financeira pode chegar muito tarde e ser muito pouco para evitar que o mercado tenha que passar por uma tensão em suas operações com preços próximos dos custos que forcem reduções de produção, provavelmente perto dos US$ 20 por barril”, afirmou o Goldman Sachs.
A capacidade de armazenamento da Europa poderia provocar logo mais quedas no preço do petróleo, apontou o banco. Os países que integram a Opep não chegaram a um acordo sobre um teto de produção em 4 de dezembro, assim que o Irã afirmou que não cogita cortes até que recupere a extração que caiu devido às sanções ocidentais.
A cotação do petróleo tipo Brent fechou o pregão desta quinta-feira com queda de 1%, a US$ 37,06 por barril. O valor é próximo a US$ 36 por barril, nível visto pela última vez em 2004, no início do chamado superciclo das commodities.