Economia

Governo argentino vai anunciar fim de restrições cambiárias

Redação DM

Publicado em 16 de dezembro de 2015 às 02:00 | Atualizado há 11 anos

BUENOS AIRES – O governo da Argentina anunciará na tarde desta quarta-feira o fim das restrições cambiárias vigentes desde o final de 20011, segundo contaram ao jornal argentino “La Nación” fontes oficiais qualificadas. Minutos depois, o Ministério da Fazenda e Finanças informou que “às 18h será anunciada a suspensão do cepo cambiário”. O anúncio estará a cargo do ministro Alfonso Prat-Gray, do vice-ministro Pedro Lacoste e o secretário de Finanças, Luis Caputo.

O presidente do Banco Central, Federico Sturzenegger, participou, esta manhã, de várias reuniões com seus colaboradores — mas não houve reunião formal do diretório — e contatou banqueiros importantes do sistema financeiro local. As normas para desarmar o cepo já foram redigidas, mas ainda devem ser firmadas e serão acompanhadas por outras da Administração da Receita Pública Federal (Afip), conforme explicou uma fonte ao “La Nación”.

CONTROLES CRUZADOS MANTIDOS

E, embora as fontes não tenham revelado o valor do dólar que começará a ser negociado a partir desta quinta-feira, acredita-se que ele fique em torno dos 15 pesos. O dólar blue, como é chamada a moeda americana negociada no mercado paralelo, operava estável e estava cotado a 14,55 pesos no dia do anúncio do fim das restrições.

A intenção da equipe econômica é que a cotação seja a mais alta possível para evitar que existam expectativas de novas desvalorizações e com a convicção de que, se a divisa americana superar os 16 pesos, haverá intervenção para baixá-la. A ideia do governo é voltar a ter uma atitude proativa, mudando o eixo da agenda pública, após a polêmica gerada pela nomeação de Horacio Rosatti e Carlos Rosenkrantz para a Suprema Corte pelo presidente Mauricio Macri.

Segundo o “La Nación” verificou, ainda que se abra a possibilidade de comprar dólares, ainda haverá controles cruzados entre a Afip e o banco central argentino para controlar o nível de demanda e assegurar que os fundos estejam bancarizados.

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