Economia

Gregos vão às ruas de Atenas a favor do ‘sim’ e do ‘não’

Redação DM

Publicado em 6 de julho de 2015 às 15:42 | Atualizado há 11 anos

RIO – Às vésperas do referendo que decidirá se a Grécia aceita ou não as medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais em troca de mais ajuda financeira, milhares de pessoas tomam as ruas de Atenas nesta sexta-feira para defender tanto “sim” quanto o “não”.

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Já a constitucionalidade da votação, que foi questionada na Justiça por dois cidadãos gregos, foi confirmada pelo Conselho de Estado, que confirmou nesta sexta-feira a realização do referendo.

Na praça Syntagma, os manifestantes compartilham a posição do governo e defendem o “não” às exigências da chamada troika — Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia (CE). A polícia estima que 15 mil pessoas estejam na manifestação.

Na noite desta sexta-feira, o premier Alexis Tsipras voltou à TV para defender a rejeição dos termos dos credores. Ele afirmou que a análise do FMI divulgada na véspera mostrando que a dívida da Grécia é insustentável justifica a decisão de seu governo de rejeitar o pacote de ajuda dos credores que não oferece alívio da dívida. Além disso, voltou a dizer que o povo deve rejeitar a “chantagem” e a “humilhação” que estão sendo impostas.

Fora da Grécia também ocorreram algumas manifestações populares pelo “não”. Em Colônia e Frankfurt, na Alemanha, e em Glasgow, na Escócia houve demonstrações antiausteridade.

Já nos arredores do estádio Kallimarmaro, também em Atenas, cerca de 12 mil pessoas, de acordo com a polícia grega, estão se pronunciando a favor do “sim” no referendo e da liberação de ajuda financeira ao país.

Duas pesquisas divulgadas nesta sexta-feira mostraram leve vantagem do “sim”, enquanto uma outra sondagem indicou a vitória do “não” também de forma apertada.

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