Economia

Inadimplência em Goiás se concentra entre adultos de 30 a 39 anos

Léo Carvalho

Publicado em 27 de abril de 2026 às 13:26 | Atualizado há 2 meses

Inadimplência em Goiás: 30 a 39 anos concentram 25,99% dos devedores e dívidas crescem 16,44% | Foto: AFP
Inadimplência em Goiás: 30 a 39 anos concentram 25,99% dos devedores e dívidas crescem 16,44% | Foto: AFP

A inadimplência em Goiás tem se concentrado na população economicamente ativa, com destaque para adultos entre 30 e 39 anos, que representam 25,99% do total de devedores no estado. Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito e se referem a março de 2026.

Na sequência, aparecem consumidores de 40 a 49 anos (23,15%) e de 50 a 64 anos (21,14%). Somadas, essas faixas etárias concentram mais de 70% dos inadimplentes, com idade média de 45,3 anos.

O levantamento também aponta que o volume de dívidas tem avançado em ritmo mais acelerado do que o número de pessoas negativadas. Em comparação com março de 2025, a quantidade de inadimplentes cresceu 8,35%, enquanto o total de débitos em atraso aumentou 16,44%. O cenário indica que consumidores já negativados continuam acumulando novas dívidas.

Apesar de o valor médio devido ser de R$ 5.644,88 por pessoa, uma parcela relevante dos consumidores possui pendências menores. Cerca de 25,63% devem até R$ 500, e 37,19% têm dívidas de até R$ 1.000, o que mostra que o endividamento também está ligado ao acúmulo de despesas cotidianas.

Maioria dos inadimplentes em Goiás está entre 30 e 64 anos e acumula dívidas ao longo do tempo | Foto: Reprodução Educando seu Bolso

Outro ponto de atenção é o tempo de permanência na inadimplência. Em Goiás, o atraso médio das dívidas chega a 29,3 meses, e mais de um terço dos devedores permanece nessa condição entre um e três anos, o que indica dificuldade de recuperação financeira.

O setor bancário concentra a maior parte das dívidas em atraso, com 62,41% do total. Comércio e serviços também aparecem entre os principais segmentos.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia, Gustavo de Faria, a negociação é fundamental para evitar o agravamento da situação. Segundo ele, deixar a dívida sem solução contribui para o aumento do problema, enquanto acordos com descontos e parcelamentos podem ajudar na reorganização financeira.

Mesmo com crescimento abaixo da média nacional, os dados indicam avanço consistente da inadimplência no estado, especialmente pelo aumento no volume de dívidas e pelo tempo prolongado no vermelho. O cenário acende alerta por atingir justamente a faixa da população que sustenta o consumo e movimenta a economia.


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