Indústria goiana cresce acima do país e registra avanço expressivo nos setores estratégicos
Redação Online
Publicado em 18 de outubro de 2026 às 12:20 | Atualizado há 48 minutos
Indústria goiana supera média brasileira com alta de 2% no ano | Foto: Secom
A indústria de Goiás acumulou crescimento de 2% entre janeiro e agosto de 2026, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado superou a média nacional, que ficou em 0,8% no mesmo intervalo. Nos últimos 12 meses, a produção estadual avançou 2,8%, enquanto o índice brasileiro alcançou 0,6%.
A fabricação de derivados do petróleo e biocombustíveis esteve entre os principais destaques da indústria goiana. Em agosto, o setor cresceu 7,9% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, a expansão chegou a 21,1%, enquanto o resultado dos últimos 12 meses ficou em 16,4%. A produção de álcool etílico e biodiesel contribuiu para o desempenho.
O segmento automotivo também apresentou crescimento relevante. A produção de veículos, reboques e carrocerias aumentou 14,7% em agosto, na comparação com igual mês de 2025. Entre janeiro e agosto, a alta alcançou 24,6%, enquanto o acumulado de 12 meses registrou avanço de 15,6%. Outros segmentos industriais também tiveram resultados positivos: a fabricação de produtos de metal cresceu 17% em agosto, e a metalurgia apresentou alta de 12,3% na comparação anual.
O setor farmoquímico e farmacêutico acumulou crescimento de 20,2% entre janeiro e agosto de 2026. Em agosto, a produção avançou 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna Braga Filho, atribuiu os resultados à competitividade de segmentos estratégicos, que, segundo ele, favorecem novos investimentos, fortalecem a economia e ampliam a geração de empregos de qualidade.
O secretário também destacou iniciativas voltadas ao desenvolvimento do setor, como a Plataforma Logística Multimodal (DaiaPlam) e o Distrito Agroindustrial Norberto Teixeira (Dianot). Segundo ele, Goiás já conta com polos industriais importantes e mantém ações para ampliar a capacidade produtiva do estado.