Economia

Líderes europeus começam a discutir a Grécia

Redação DM

Publicado em 8 de julho de 2015 às 02:02 | Atualizado há 11 anos

Agência Brasil

Os responsáveis políticos da zona euro discutiram, ontem, em Bruxelas, na Bélgica, em reuniões de ministros das Finanças, de chefes de Estado e de governo, o caminho a seguir sobre depois do referendo de domingo passado na Grécia. O presidente da Comissão Europeia diz que, apesar da decisão do povo grego, é hora de se evitar a saída do país da zona do euro.

O “não” à última proposta apresentada pelas instituições credoras levou o presidente do Conselho Europeu a convocar, a pedido de Berlim e Paris, uma reunião da zona euro, que será antecedida de uma reunião dos ministros das Finanças do Eurogrupo.

Na reunião de ministros das Finanças não participou Yanis Varoufakis, que se demitiu ontem do cargo. Varoufakis foi substituído por Euclid Tsakalotos, que deverá apresentar aos seus parceiros uma nova proposta de Atenas para um terceiro programa de assistência, sem que o segundo tenha sido concluído.

Os bancos continuaram fechados na Grécia e mantém-se o limite de saque diário de 60 euros por pessoa. Ainda antes das reuniões de Bruxelas, a Grécia esteve em discussão no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França, que contou com a participação do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Ele disse acreditar que é preciso evitar a saída da Grécia da zona euro e garantiu que continuará trabalhando para que seja alcançado um acordo. “Há alguns na União Europeia que, abertamente ou não, fazem campanha pela saída da Grécia da zona euro. Eu sou contra um Grexit”, declarou.

O presidente da Comissão Europeia, que também participou da reunião em Bruxelas, voltou a criticar as posições do governo grego ao longo do processo, mas defendeu que é o momento de se deixar “egos de lado” e de voltar à mesa de negociações, com “bom senso” e menos agressividade.

Juncker, que ainda não tinha se pronunciado sobre o resultado do referendo grego de domingo, explicou que optou por fazê-lo na assembleia europeia por considerar ser esse o local mais indicado. Ele ressaltou que respeita o voto do povo grego e disse que pedirá ao primeiro-ministro Alexis Tsipras que explique o que isso significa, pois não sabe ao certo a que os gregos disseram não.

 

FMI aguarda solicitação

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, na trade da últiam segunda feria que está acompanhando de perto a situação na Grécia e que o FMI está pronto para ajudar o país “se for solicitado”.

No domingo, 61,34% dos gregos que participaram do referendo rejeitaram as propostas dos credores internacionais – instituições europeias e Fundo Monetário Internacional. Após o resultado foi agendada para ontem (7) uma reunião de cúpula extraordinária da zona euro. Posteriormente, haverá uma reunião do Eurogrupo.

“O FMI tomou nota do referendo que ocorreu domingo (5), na Grécia. Estamos monitorando a situação de perto e estamos prontos para ajudar a Grécia se assim for pedido”, disse por meio de nota diretora do FMI.

 

 

 

 

 

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