Economia

Macri promete eliminar barreiras comerciais entre Brasil e Argentina

Redação DM

Publicado em 5 de dezembro de 2015 às 05:06 | Atualizado há 11 anos

SÃO PAULO — Após um encontro com mais de 100 empresários brasileiros na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, disse que pretende, já no primeiro dia de governo, eliminar barreiras comerciais entre Brasil e Argentina.

— Vamos instaurar no dia 11, nosso primeiro dia de governo, a eliminação dos impostos sobre a importação e retirar todas as restrições sobre as exportações de toda indústria argentina — disse Macri.

Essa postura abre caminho para a diminuição dos estoques de grãos na Argentina, que pode exportar principalmente para o Brasil, além de melhorar as exportações de insumos, máquinas e equipamentos para o setor industrial daquele país.

Comércio caiu 17,7%

Ao longo dos últimos anos, o governo argentino adotou medidas protecionistas, entre as quais as licenças não-automáticas (que nos últimos anos implicaram demoras de até seis meses para a liberação das mercadorias), medidas anti-dumping e a imposição de cotas aos empresários brasileiros que exportam para a Argentina (denominadas com o eufemismo de “acordos voluntários”).

Até novembro deste ano, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio brasileiro, a corrente de comércio entre os dois países já caiu 17,7%, resultado que inclui todos os setores, inclusive de automóveis, linha branca e alimentos.

Macri também afirmou ter conversado muito com a presidente Dilma Rousseff sobre uma forma de reforçar o Mercosul para que as negociações do acordo com a União Europeia sejam concluídas:

— Disse à presidente Dilma que temos que por na mesa uma proposta mais séria. Não se pode excluir o tema agrícola da discussão. Juntos somos muito mais fortes. Primeiro vamos estruturar o acordo com a União Europeia, para depois partimos para acordos com outros países, como os EUA. Segundo ele, os governantes do bloco têm de deixar de lado as ideologias e pensar mais no desenvolvimento econômico:

— O Mercosul tem de ser uma realidade. Quero fazer uma outra visita ao Brasil o mais rápido possível. Nosso impulso tem de tomar força para que a integração aconteça

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