Economia

Ministros estão pessimistas quanto a um acordo da  Grécia com seus credores

Redação DM

Publicado em 26 de junho de 2015 às 02:28 | Atualizado há 11 anos

 

Ministros das Finanças da zona euro passaram, o dia de ontem, pessimistas  quanto à hipótese de um acordo  entre a Grécia e o Eurogrupo, a quarta tentativa em pouco mais de uma semana.

Este acordo é importante para que a Grécia possa obter recursos para quitar uma parcela de sua dívida, de 1,6 millhão de euros, em 1º de julho, ao FMI, a vencer no próximo dia 30. Se não pagar ao FMI, a Grécia será declarada em “default”, isto é, em moratória. Esta situação. No limite, pode levar a exclusão da Grécia da União Europeia.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, foi ainda mais duro nas declarações aos jornalistas quanto à entrada do país no Eurogrupo. Em Bruxelas, ele disse que depois de alguns avanços feitos as autoridades gregas “fizeram marcha a ré” nas propostas apresentadas.

Em consequência, credores e Atenas estão “ainda mais longe” de um acordo. O responsável pelo Tesouro da Áustria, Hans Jorg Schelling, qualificou de “irresponsável” a atitude do governo grego nas negociações com os credores, acusando-o de ter feito “novas exigências”. O ministro das Finanças da Eslováquia, Peter Kazimir, publicou, em uma rede social, mensagem com pouca esperança de entendimento: “Honestamente, não sei quais são as hipóteses de haver um acordo hoje”.

Já o ministro das Finanças espanhol, Luis de Guindos, afirmou que “persistem as divergências” entre os credores internacionais e Atenas. Ainda assim, disse estar “otimista”, apesar de a “situação complexa” atual e  o mês de junho estar no fim sem que Atenas cumpra o prazo de chegar a um acordo e receber dinheiro para pagar 1,6 bilhão de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A Grécia tem até 30 de junho para pagar esta dívida.

Depois da maratona de negociações o governo grego e os credores, ao longo da madrugada e a manhã de ontem foi acertado um conjunto de propostas apresentadas pelos credores que será apreciado pelo Eurogrupo. As reuniões envolveram técnicos e líderes das instituições – Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.

No entanto, apesar de essa posição incorporar muitos pontos reivindicados por Atenas, o governo grego ainda não concordou com os termos dos credores, apresntados em documentos, e ficou de apresentar a sua contraproposta na reunião de ontem, do Eurogrupo.

Além das divergências relacionadas com impostos, nomeadamente o IVA (Imposto sobre o Consumo) e taxas sobre as empresas, além de cortes nas pensões, Atenas e os credores não se entendem sobre o alívio da dívida. O governo da Grécia, liderado por Alexis Tsipras, quer um entendimento sobre algum tipo de reestruturação da dívida pública do país, que representa cerca de 180% do Produto Interno Bruto (PIB) grego.

Apesar de pessimismo de credores e ministros, o mais importante diário francês, Le Figaro, comentou em sua edição de ontem que o “braço de ferro” entre o governo grego e os credores da Grécia pode durar até a última hora, ou seja, até o dia 30 de junho, chegando-se afinal a um acordo na undécima hora.

 

 

 

 

 

 

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