Economia

Pedidos de seguro-desemprego caem nos EUA

Redação DM

Publicado em 19 de novembro de 2015 às 10:10 | Atualizado há 11 anos

WASHINGTON – Os pedidos inicias de seguro-desemprego voltaram a se aproximar do menor patamar em quatro décadas na semana passada, num momento em que o mercado de trabalho se fortalece e ruma para uma situação de pleno emprego.

As solicitações feita caíram em 5 mil, para um total de 271 mil na semana terminada em 14 de novembro, informou nesta quinta-feira o Departamento do Trabalho. A menor quantidade de pedidos desde a década de 1970 foi registrada em meados de julho, com 255 mil.

Uma demanda estável encorajou os empregadores a reduzir as demissões conforme fica mais difícil encontrar trabalhadores bem qualificados no mercado. O emprego tem dado sinais suficientes de força para que os tomadores de decisão do Federal Reserve (Fed, banco central americano) elevem a taxa básica de juros em dezembro pela primeira vez em quase uma década.

— O mercado de trabalho continua a melhorar gradativamente — afirmou Robert Stein, economista da First Trust Porfolios, antes da divulgação do relatório. — Houve aperto no mercado de trabalho e que deve, eventualmente, levar a mais rápidos ganhos salariais.

Pesquisa feita pela Bloomberg com 46 economistas previa, em média, que os pedidos de seguro-desemprego caíssem a um total de 270 mil. As estimativas variaram entre 260 mil e 282 mil.

Já a média de pedidos de seguro-desemprego em quatro semanas, um dado menos volátil do que o semanal, subiu de 267.750 para 270.750. No mesmo período de outubro, a média foi de 263.250 solicitações.

O número de pessoas que continuam a receber o auxílio encolheu em 2 mil , para 2,18 milhões na semana terminada em 7 de novembro. No mesmo período, a taxa de desemprego entre as pessoas aptas a receber o benefício ficou em 1,6%, no mesmo patamar desde meados de setembro.

O Fed aguarda uma melhora consistente no mercado de trabalho antes de elevar as taxas de juros pela primeira vez desde 2006. Na ata divulgada na quarta-feira, o BC americano destacou que dezembro pode ser o momento apropriado para a alta da taxa.

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