Pesquisa mostra vantagem do ‘não’ no referendo grego
Redação DM
Publicado em 6 de julho de 2015 às 15:37 | Atualizado há 11 anosATENAS – Pesquisa divulgada nesta quarta-feira mostra que a maioria dos gregos pretende votar no referendo do próximo domingo contra as medidas de austeridade propostas pelos credores internacionais em troca do socorro financeiro do país. O levantamento, realizado pelo instituto ProRata e publicado no jornal “Efimerida ton Syntatkton”, no entanto, indica que antes do fechamento dos bancos 57% dos entrevistados optariam pelo “não”. Após o controle de capitais, que passou a valer na segunda-feira, essa taxa recuou para 46%.
No domingo, antes o anúncio do fechamento dos bancos, o apoio ao “não” era de 57%, contra um índice de 30% para o “sim” e 5% de indecisos, segundo o mesmo instituto.
Entre os entrevistados depois da entrada em vigor do controle de capitais, que entre outras medidas limitou a € 60 o saque diário em caixas eletrônicos, o “não” foi a opção de 46%. Outros 37% pretendem votar “sim”, enquanto 17% estão indecisos.
As duas sondagens entrevistaram 1.200 pessoas por telefone. Na segunda-feira, 13 mil pessoas defenderam o “não” em um protesto no centro de Atenas, em apoio ao governo. No dia seguinte, 20 mil pessoas expressaram apoio ao “sim” no mesmo local.
O chefe do Conselho da Europa, órgão independente que promove a cooperação entre os países do continente, considerou que o referendo grego está fora dos padrões internacionais. Para o secretário-geral Thorbjorn Jagland seria necessário um prazo de ao menos duas semanas para a realização da votação, para que houvesse tempo suficiente para discutir o assunto e apresentar uma questão clara à população. Além disso, ele destacou a necessidade de monitoramento do processo por observadores internacionais.