Economia

Petrobras confirma irregularidades em contrato com a Braskem

Redação DM

Publicado em 23 de julho de 2015 às 00:47 | Atualizado há 11 anos

A Petrobras confirmou a existência de irregularidades em um contrato assinado em 2009 para a venda de nafta petroquímica para a empresa Braskem, produto usado para produção de plástico. Em nota encaminhada à Comissão de Valores Mobiliário (CVM), a estatal informa que o contrato foi objeto de análise por uma comissão interna de apuração.

A nota esclarece que a comissão “identificou não conformidades em relação aos procedimentos internos de aprovação do contrato firmado em julho de 2009”. A Petrobras não informou o tipo de “não -conformidade” encontrada.

Conforme a estatal, foram adotadas as medidas administrativas cabíveis, e o relatório final da comissão foi enviado para o Ministério Público Federal e a superintendência da Polícia Federal no Paraná, para que “sejam aprofundadas as investigações pelas autoridades responsáveis”.

Segundo a Petrobras, a análise do contrato com a Braskem foi conduzida no contexto da Operação Lava Jato, que investiga fraudes e pagamento de propina em contratos da petrolífera. A companhia diz que “outras providências ainda estão sob avaliação e que vem colaborando com as autoridades fornecendo esclarecimentos e documentos”.

Em nota, a Braskem questiona o resultado da comissão interna. “A comissão interna da Petrobras concluiu literalmente que ‘não foi possível, a esta comissão, identificar o prejuízo financeiro causado à Petrobras’, o que significa dizer que a Petrobras não sabe sequer se houve prejuízo”. A empresa diz ainda que “não pode opinar sobre eventuais falhas de governança da Petrobras.  Ao mesmo tempo, a Braskem informa que sempre conduziu suas negociações com fornecedores de forma transparente seguindo internamente as melhores práticas de governança”.

“A Braskem reitera que os preços de Nafta praticados pela Petrobras nunca a favoreceram. Pelo contrário, sempre estiveram atrelados às referências internacionais mais caras do mundo com efeito negativo para a Braskem e para a competitividade de toda a indústria petroquímica brasileira, como confirmam os dados do setor”, diz.

 

 

 

 

 

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