Petrobras entra em lista de grandes casos de corrupção
Redação DM
Publicado em 9 de dezembro de 2015 às 05:55 | Atualizado há 11 anosRIO – No Dia Internacional de Combate à Corrupção (9 de dezembro), a ONG Transparência Internacional anunciou os participantes de uma votação dos maiores casos de corrupção, e entre eles está a Petrobras. O anúncio foi feito no mesmo dia em que a estatal realizou no Rio de Janeiro uma reunião para fazer um balanço das medidas adotadas após vir à tona o escândalo de corrupção dentro da petroleira, revelado pela Operação Lava-Jato da Polícia Federal.
Na lista estão nomes como o dos ex-presidentes Mohamed Hosni Mubarak, do Egito, e Zine Al-Abidine Ben Ali, da Tunísia, ambos alvos de duras críticas e protestos durante a mobilização que ficou conhecida como Primavera Árabe.
Na justificativa para a inclusão da estatal entre os concorrentes, a ONG cita os US$ 2 bilhões em propina, a acusação de que parte desse dinheiro ia para políticos e também menciona os milhares de empregos perdidos. Por volta das 19h30m, a estatal era a segunda colocada do ranking com mais de 900 votos, atrás apenas do senador da República Dominicana Felix Bautista, acusado de enriquecer com dinheiro do Estado.
Na lista figuram quatro ex-presidentes: Viktor Yanukovych, que comandou a Ucrânia; Ricardo Martinelli, do Panamá, e seus aliados próximos; além de Ben Ali e Hosni Mubarak. Há ainda instituições entre os candidatos. São elas a estatal chinesa de construção China Communications Construction; a Fifa; o português Banco Espírito Santo; e a Fundação Akhmad Kadyrov.
Também fazem parte da lista o sistema político do Líbano; o estado americano do Delaware; Teodoro Nguema Obiang, filho do presidente da Guiné Equatorial; o comércio de Jade em Myanmar; Isabel dos Santos, filha do presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
Contra Isabel — a mulher mais rica da África, com fortuna estimada pela “Forbes” em US$ 3,6 bilhões —, além da fortuna, o relatório da Transparência Internacional cita alguns indicadores sociais angolanos, como a terceira maior taxa de mortalidade infantil, segundo a Unicef, e o dado que indica que mais de dois terços da população daquele país vive com menos de US$ 2 por dia, apesar de Angola estar entre os cinco maiores produtores de diamante do continente e o maior produtor de petróleo da África.