Pnad 2014: Desemprego sobe puxado por maior procura por trabalho
Redação DM
Publicado em 13 de novembro de 2015 às 09:05 | Atualizado há 11 anosRIO – O contingente de desocupados aumentou em 617 mil pessoas em 2014, para 7,3 milhões, uma alta de 9,3% frente ao anterior, revelam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, realizada pelo IBGE. Os dados foram coletados em setembro de 2014, em um momento prévio ao agravamento da crise na economia brasileira. Pelo segundo ano seguido, houve alta na taxa de desemprego, que passou de 6,5% para 6,9%.
A população ocupada continuou crescendo: eram 98,6 milhões de pessoas em 2014, 2,741 milhões a mais que em 2013, ou 2,9%. Isso significa que o desemprego não aumentou por causa da falta de novos postos de trabalho, mas pelo crescimento da procura por vagas. A força de trabalho — que reúne tanto as pessoas ocupadas quanto aquelas que estão em busca de vagas — chegou a 102,517 milhões de pessoas. Isso significa um aumento de 3,3%, ou 3,358 milhões de pessoas.
— Não se pode dizer que as pessoas foram mandadas embora, houve aumento da população ocupada. O que ocorreu é que mais gente passou a buscar trabalho, pressionando o mercado, o que provocou aumento da taxa de desocupação — afirma a gerente do IBGE responsável pela Pnad, Maria Lucia Vieira.
O salto de 9,3% no número de desempregados veio principalmente da região Sudeste. Ali, a taxa de crescimento foi de 15,8%.
CONTA PRÓPRIA AVANÇA
O mercado também mostrou sinais de deterioração: a parcela dos trabalhadores por conta própria avançou de 20,7% em 2013 para 21,4% em 2014. Houve aumento de 6,3% no número desses trabalhadores, de 3,950 milhões para 4,198 milhões. No setor privado, recuou a participação de quem tem carteira de trabalho (61,4% para 61,2%) e avançou a de quem não tem carteira (27,8% para 28,1%).
Os números da Pnad reforçaram as perdas que a indústria vem sofrendo. A participação da indústria na população ocupada caiu de 13,5% em 2013 para 13,1% em 2014. Apesar disso, houve um pequeno aumento de pessoas que trabalham no setor, de 12,906 milhões para 12,965 milhões.