Policía investiga Banco Central argentino por fraude em câmbio
Redação DM
Publicado em 17 de novembro de 2015 às 04:26 | Atualizado há 11 anosBUENOS AIRES – A polícia faz uma devassa, nesta terça-feira, na sede do Banco Central da Argentina, no bojo de uma investigação contra funcionários da autoridade monetária, que teriam cometido fraudes com operações de futuro do dólar, conforme o noticiário local. O presidente do BC, Alejando Vanoli, está sob suspeita, junto com o resto da diretoria, de vender a divisa a preço inferior ao de mercado a fim de influenciar as expectativas de desvalorização, ainda que a um alto custo para a próxima administração, diz o “La Nación”.
O inquérito se iniciou com a denúncia apresentada em 30 de outubro pelos deputados oposicionistas Federico Pinedo (Pro) e Mario Negri (UCR). De acordo com eles, a operação realizada pelo BC argentina viola a Carta Orgânica da instituição, inclusive o artigo que determina que as operações devem se dar a preços de mercado.
O Banco Central promete entregar dólares a 10,65 pesos em março do ano que vem, mas no exterior os mesmo contratos de vendem a cerca de 14 pesos, o que dará um custo de 25 bilhões de pesos se a divisa se valorizar além das projeções da entidade.
— Nós queremos frear isso porque claramente há uma atitude temerária do Banco Central que quer complicar a vida de quem assumir em 10 de dezembro — afirma Alfonso Prat- Gay, consultor econômico do Pro (partido de oposição), apontando que a instituição “está vendendo dólares que não tem”.
O especialista afirmou que o titular da autoridade monetária teria vendido quase US$ 15 bilhões nessas operações.
— Isto é como um seguro de câmbio para as grandes empresas que têm acesso a esses dólares, que são ilimitados.
Para ele, de hoje a 22 de novembro são muitos dias de sangria para que o BC argentino siga perdendo reservas por essa torneira.
— É preocupante que se comprometam 700 milhões de pesos por dia.
O presidente do BC argentino, por sua vez, afirma que sua decisão de vender dólares a futuro a 10,65 buscar dar segurança à cotação da moeda argentina e evitar a volatilidade dos mercados.