Economia

Preço do metro quadrado varia mais de 40% entre bairros de Goiânia

Léo Carvalho

Publicado em 29 de setembro de 2026 às 12:00 | Atualizado há 12 minutos

Setor Marista aparece com o metro quadrado mais caro entre os bairros de Goiânia analisados pelo levantamento | Foto: Bruno Lisita
Setor Marista aparece com o metro quadrado mais caro entre os bairros de Goiânia analisados pelo levantamento | Foto: Bruno Lisita

O preço de um imóvel em Goiânia pode mudar significativamente de acordo com a região da cidade. Em julho de 2026, a diferença entre os bairros com maior e menor valor médio anunciado por metro quadrado chegou a 40,83%, segundo dados do índice FipeZap.

O levantamento aponta o Setor Marista como a região com o metro quadrado mais caro entre os bairros analisados, com valor médio de R$ 11.369. No outro extremo está o Setor Central, onde o preço médio anunciado foi de R$ 6.727.

A diferença representa R$ 4.642 por metro quadrado. Em um imóvel de 100 metros quadrados, considerando apenas os valores médios apontados pelo levantamento, a diferença chegaria a R$ 464,2 mil.

A pesquisa acompanha os preços anunciados para venda de imóveis residenciais em 56 cidades brasileiras, incluindo as principais capitais.

A diferença de valores está relacionada a uma série de características dos bairros, como infraestrutura, acesso a serviços, mobilidade e proximidade de áreas de lazer.

Para o especialista em mercado imobiliário Ricardo Teixeira, a localização interfere diretamente na rotina dos moradores e, consequentemente, no valor dos imóveis.

Entre os fatores que podem influenciar os preços estão a proximidade de parques, praças, shoppings e outros espaços de convivência, além dos acessos às diferentes regiões da cidade.

Bairros consolidados tendem a concentrar esses equipamentos e serviços, o que contribui para manter os preços em patamares mais elevados. Segundo Teixeira, a escassez de terrenos em áreas tradicionais também pode favorecer a valorização desses locais.

A busca por infraestrutura não significa necessariamente que o comprador precise escolher os bairros mais caros. Regiões próximas a setores tradicionais podem oferecer acesso semelhante a serviços e equipamentos urbanos por valores menores.

Um dos exemplos citados pelo especialista é o Setor Pedro Ludovico, que está próximo de áreas mais valorizadas de Goiânia.

A escolha também pode considerar bairros que passam por transformações urbanas. O Setor Serrinha, por exemplo, vive um processo de mudanças relacionado à implantação do Parque da Serrinha, enquanto o Jardim América recebeu autorização para novos empreendimentos verticais.

Essas transformações podem alterar o perfil dessas regiões e influenciar os preços dos imóveis ao longo do tempo.

Outra alternativa para quem procura preços mais baixos está em regiões ainda em desenvolvimento. Nesses locais, o custo de aquisição pode ser menor, mas a valorização tende a depender do avanço da infraestrutura e da ocupação da área.

Segundo Teixeira, uma das formas de avaliar o potencial de um bairro é observar os projetos viários e urbanísticos previstos para a região.

A chegada de transporte público, equipamentos urbanos e novos empreendimentos pode modificar a dinâmica de uma área e aumentar o interesse do mercado imobiliário.

Além do preço do metro quadrado, a decisão de compra também envolve o momento de vida e as necessidades de cada pessoa.

Para quem está começando a vida profissional, por exemplo, um imóvel menor ou a aquisição de um terreno em uma área em desenvolvimento podem ser alternativas. Já famílias que precisam de mais espaço ou que dependem de deslocamentos frequentes podem priorizar a proximidade com trabalho, escolas, serviços e outras atividades da rotina.

A avaliação do bairro, portanto, vai além do preço anunciado. Infraestrutura existente, projetos previstos, acesso ao transporte e possibilidade de valorização futura são alguns dos fatores que podem pesar na decisão antes da assinatura do contrato.


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