Preços de petróleo disparam com possibilidade de corte de produção
Redação DM
Publicado em 28 de janeiro de 2016 às 01:03 | Atualizado há 10 anosNOVA YORK – Os preços de petróleo chegaram a subir mais de 8% nesta quinta-feira, perderam força, mas mantêm trajetória de alta. O movimento começou depois que o ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, afirmou que “estava pronto a se encontrar” com representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para discutir uma redução da produção mundial de petróleo. E informou que a Arábia Saudita propôs um corte de 5% dessa produção, para pressionar para cima os preços da commodity.
O preço do petróleo do tipo Brent, referência mundial, passou dos US$ 36, enquanto do WTI, do tipo leve americano, se aproximou dos US$ 35. A proposta significaria uma redução de até 500 mil barris por dia da produção da Rússia, que é um dos principais produtores que não fazem parte da Opep.
— De fato, esses parâmetros foram propostos, para cortar produção de cada país em até 5% — afirmou Novak, quando perguntado se a Arábia Saudita havia proposto um corte de produção de 5%. — Isso é assunto para discussões, é muito cedo para falar sobre o assunto.
A Arábia Saudita tem defendido a redução da produção de petróleo para pressionar os preços para cima, mas argumenta que isso só é válido se países de fora da Opep — especialmente a Rússia — aderirem à medida. Caso contrário, seria entregar o mercado para seus concorrentes.
Mais tarde, um delegado da Opep afirmou que a organização e a Arábia Saudita estão dispostos a cooperar com qualquer ação para estabilizar o mercado de petróleo:
— Países da Opep no Golfo e a Arábia Saudita estão dispostos a cooperar — afirmou o delegado, acrescentando que as portas estão abertas e que todas as possibilidades estão aí.
Por volta de 14h30 (horário do Brasil), o preço do petróleo WTI subia quase 2%, a US$ 32,92 o barril.