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Previdência Social deve passar por nova reforma em menos de 150 anos

Advogado especialista em Direito Previdenciário Wesley Cesar explica que as projeções preocupam o sistema no Brasil

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Com previsão de dobrar a proporção da população idosa (com 65 anos ou mais), a Previdência Social do Brasil vai precisar passar pela sua oitava reforma até 2050. Estudos realizados por especialistas em Direito Previdenciário de todo o Brasil apontam a projeção em menos de 30 anos. O sistema então terá sua oitava reforma em menos de 150 anos de existência.


		Previdência Social deve passar por nova reforma em menos de 150 anos
Divulgação

Conforme o advogado previdenciarista, Wesley César, as projeções demográficas indicam que, com o aumento, o sistema previdenciário está sendo pressionado. “Menos pessoas em idade ativa estão contribuindo para sustentar uma proporção maior de pessoas aposentadas”, avaliou o especialista.

Ele cita ainda que junto ao envelhecimento da população, soma-se a diminuição da taxa de natalidade e os avanços na medicina que aumentam a expectativa de vida e mudanças nos padrões de migração.

Diante deste cenário, Wesley afirma que há preocupação sobre como financiar o sistema previdenciário, e existe a possibilidade de sobrecarga fiscal além da necessidade de ajustar os benefícios para garantir a sua sustentabilidade.

“O envelhecimento da população pode resultar em um aumento significativo nos gastos com previdência, afetando o crescimento econômico, a distribuição de recursos e a capacidade do Estado de fornecer serviços públicos”, explicou.

Aumento da idade de aposentadoria

De acordo com o advogado, a possibilidade de aumento da idade de aposentadoria, dos ajustes de elegibilidade para benefícios e do aumento da participação na força de trabalho está cada vez mais próxima, por isso o Estado precisa ajustar as suas políticas e a população também precisa passar por um programa de educação financeira.

“As políticas de previdência precisam ser ajustadas para refletir as mudanças demográficas, considerando opções como sistemas de previdência multi-pilares, incentivos para poupança privada e programas de educação financeira”, finaliza.

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