Primeira executiva sênior da Toyota pede demissão após ser presa no Japão
Redação DM
Publicado em 6 de julho de 2015 às 15:38 | Atualizado há 11 anosTÓQUIO – A primeira mulher a assumir o um cargo sênior na Toyota, a ex-diretora de comunicações Julie Hamp, pediu demissão nesta terça-feira após ser presa no mês passado em Tóquio, no Japão. Ela é acusada de importar oxicodona, um analgésico potente e viciante, informou a CNN Money. Em nota, a fabricante de veículos japonesa informou que “aceitou a demissão, após considerar as preocupações e inconveniências que eventos recentes causaram aos nossos acionistas.”
Julie foi presa após ser acusada de violar a lei de controle de narcóticos do Japão. A executiva americana estava no cargo de diretora de comunicações da Toyota há pouco tempo: foi contratada em abril deste ano. Uma das exigências do novo cargo era se mudar para o país-sede da montadora. Antes, trabalhou na General Motors e na PepsiCo.
“Como a investigação ainda está em curso, há pouco que a Toyota pode dizer no momento”, disse a nota oficial da empresa. “Mas pretendemos usar este incidente como um aprendizado que nos ajude a garantir um ambiente de trabalho seguro ao redor do mundo para todos na Toyota, neste momento em que estamos dando passos na direção de nos tornarmos uma empresa verdadeiramente global.”
De acordo com a polícia japonesa, a executiva teria usado um sistema de entregas privado para importar o narcótico. Nos Estados Unidos, a oxicodona é legal se comprada com receita médica. Após a prisão, o diretor-presidente da Toyota, Akio Toyoda, chegou a se manifestar para defender Julie. Ele afirmou que ela era uma funcionária “indispensável” e lamentou o fato de a companhia não ter feito todo o possível para preparar a mudança da executiva para o Japão. “Com a investigação, acredito que ficará evidente que ela não teve intenção de violar a lei”, disse ele em entrevista a jornais locais, em junho.