Receita do setor de serviços tem 2ª menor taxa da série histórica
Redação DM
Publicado em 15 de outubro de 2015 às 06:16 | Atualizado há 11 anosRIO – A receita nominal do setor de serviços teve forte desaceleração em agosto e teve crescimento de apenas 1% frente a igual mês do ano anterior, anunciou nesta quinta-feira o IBGE. É a segunda menor taxa da série histórica, iniciada em 2012. A taxa de fevereiro, de 0,9%, foi a mais baixa até agora. Em julho, a receita havia crescido 2,1%, mesma taxa registrada em junho. A taxa acumulada da receita nominal no ano atingiu 2,1% e em 12 meses, 3%.
No volume de serviços, houve recuo de 3,5% na mesma base de comparação. É o terceiro resultado negativo este ano: -4,2% em julho e -2,2% em junho, mantendo a sequência de resultados negativos registrados em 2015, à exceção de março, que registrou crescimento de 2,3%. A taxa acumulada no ano ficou em -2,6% e em 12 meses, -1,1%.
Primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no país, a PMS inclui as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores de saúde, educação, administração pública e aluguel imputado — o valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram.
O setor de serviços é um dos mais importantes na composição do Produto Interno Bruto (PIB), respondendo por cerca de 60% do chamado lado da oferta — formado também por indústria e agropecuária. O setor fechou 2014 com alta acumulada de 6%, a menor da série histórica. Em 2012, o faturamento dos serviços avançou 10% e, em 2013, 8,5%.