Economia

Restaurante em NY vai indenizar garçons em US$ 500 mil por não repassar gorjetas

Redação DM

Publicado em 6 de julho de 2015 às 15:43 | Atualizado há 11 anos

NOVA YORK – O restaurante Per Se, um dos mais caros de Manhattan, Nova York, aceitou um acordo com a procuradoria da cidade para pagar US$ 500 mil a um grupo de 60 a 70 garçons. O estabelecimento do chef americano Thomas Keller, que tem um menu degustação que sai por quase R$ 1 mil, e em 2011 foi classificado pelo jornal “The New York Times” como o melhor da cidade, foi acusado de não repassar as gorjetas aos funcionários num período de 21 meses, entre 2011 e 2012. Em um comunicado, o procurador-geral de Nova York, Eric T. Schneiderman, declarou que, a partir de agora, há a garantia de que “os trabalhadores no Per Se não vão continuar a ser enganados e deixar de receber suas suadas gorjetas”. As informações são do site de notícias CNN Money.

A investigação que levou ao acordo ocorreu em 2013. Ela indentificou que o restaurante tinha embolsado as taxas de serviço de 20% cobradas sobre banquetes privados e contas dos clientes durante determinado período. Em vez de ir para os garçons, as gorjetas foram usadas para pagar custos operacionais do restaurante. A investigação também mostrou que o restaurante montou um esquema de falsificação de cheques para esconder que o dinheiro das taxas de serviço eram usados para pagar despesas operacionais e não para gorjeta. Um comunicado divulgado nesta quarta-feira pelo gabinete do procurador-geral de Nova York, mostra, ainda, que aos clientes que questionavma sobre o repasse das taxas de serviços, o restaurante afirmava que ele ocorria. “Um cliente enviou um email ao restaurante perguntando se a cobrança de 20% na conta ia de fato para o garçom. Como resposta, foi dito a ele que o serviço e gorjetas estavam ‘com certeza’ incluídos nessa porcentagem”.

À imprensa americana, o restaurante afirmou, por meio de porta-voz, que houve um descuido não intencional por, na época do ocorrido, não ter conhecimento da legislação estadual que prevê o direcionamento da taxa de 20% para garçons e funcionários. Mas garantiu que há cerca de três anos, ao identificar o problema, modificou por iniciativa própria os contratos com o funcionários, regularizando a questão.

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia