Sindicato espera adesão de bancários em metade das agências do país
Redação DM
Publicado em 8 de outubro de 2015 às 09:36 | Atualizado há 11 anosRIO – No terceiro dia da greve nacional dos bancários que atinge diversos estados, a expectativa do movimento sindical é que a adesão chegue à metade das agências do país. Nesta quarta-feira, mais de um terço do total, o que corresponde a 8.763 unidades, ficaram de portas fechadas, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Conarf). Os bancos, no entanto, não fizeram nova proposta aos funcionários, que reivindicam reajuste salarial de 16%, para repor a inflação e oferecer ganho real de 5,7% aos salários dos bancários. Não há previsão de novas negociações.
O presidente da Conarf, Roberto von der Osten, afirma que os sindicatos estão abertos a negociar com os bancos, mas não aceitam a contra proposta da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) da última quinta-feira, que oferece aumento salarial de 5,5% e novos benefícios sociais aos funcionários.
— Ontem, passamos de um terço dos locais de trabalho paralisados e hoje esperamos chegar à metade. Isso deveria ser suficiente para os banqueiros perceberem a indignação dos trabalhadores com a proposta deles, porque os salários vão diminuir. Não há apologia da não negociação, mas não queremos propostas desrespeitosas — disse ele.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região afirmou que a greve ganhou força nos dois primeiros dias, alcançando 50 mil funcionários em mais de 500 agências e centros administrativos do estado nesta quarta-feira.
— Há muitos anos não tínhamos uma paralisação tão forte com a participação de tantas pessoas quanto a de ontem. Geralmente não ultrapassamos a marca de 40 mil pessoas. Hoje, vamos focar ainda mais nas agências de grande porte dos centros comerciais — disse Juvandia Moreira, presidente da entidade.
Já a presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Adriana Nalesso, afirmou que a greve chegou a atingir 356 agências nesta quarta-feira. Em Alagoas, a adesão ao movimento já chegou a 86% dos 243 estabelecimentos bancários.
Procurada, a Febraban não comentou o andamento da greve nos últimos dias, mantendo a proposta já apresentada às lideranças sindicais que prevê a participação nos lucros dos bancos, de acordo com uma fórmula que, aplicada, por exemplo, ao salário-piso de um caixa bancário de R$ 2.560, pode garantir até o equivalente a quatro salários.
(*) Sob supervisão de Liane Thedim