Vendas no comércio do Rio tiveram queda de 5% no Natal
Redação DM
Publicado em 29 de dezembro de 2015 às 08:25 | Atualizado há 10 anosRIO — As vendas do comércio varejista da cidade do Rio de Janeiro registraram queda de 5% no Natal em relação ao ano passado. É o que mostra levantamento feito pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio), que ouviu cerca de 500 estabelecimentos comerciais entre os dias 18 e 24 de dezembro.
A pesquisa confirmou ainda que este foi o Natal das “lembrancinhas”, com o tíquete médio dos presentes em torno de R$ 40, caindo mais da metade em relação a Natais passado, quando girava em torno de R$ 80 a R$ 100. Os produtos mais vendidos foram roupas, brinquedos, acessórios e bijuterias. A forma de pagamento mais utilizada foi o cartão de crédito parcelado, cartão de débito, crediário e cartão de loja parcelado.
De acordo com o presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, as vendas no Natal correspondem a 25% do faturamento anual do comércio, garantindo o fôlego do setor para enfrentar os três primeiros meses do “ano novo”, período de desaquecimento da atividade comercial e que coincide com pesados custos fixos do consumidor, como pagamentos de impostos, matrículas e material escolar.
“O resultado de menos 5% nas vendas do Natal é preocupante quando se considera todo esse cenário”, afirma Gonçalves, ressaltando que o comerciante fez a sua parte: planejou e organizou-se; comprou tecnicamente produtos desejados com preço e quantidades adequadas; investiu no treinamento da equipe para vender mais e conquistar novos clientes; e realizou todo o tipo de promoção, liquidação e descontos para estimular as vendas:
“Mas todas essas ações não foram suficientes para aumentar as vendas. Não custa lembrar que o Natal já foi comemorado como o do presente farto. Este ano, foi o Natal da recessão, dos juros exorbitantes, da inflação e do desemprego – assustador conjunto de fatores negativos que corrói o salário e diminui dramaticamente o poder de compra”.
Gonçalves lembra ainda que, este ano, todas as datas comemorativas, que geralmente favorecem o comércio, não atingiram o movimento esperado.
“Por causa de todo esse quadro, mais de 600 estabelecimentos comerciais fecharam as portas apenas no Centro do Rio nos últimos seis meses desse ano”, conclui.