Economia

Vendas no varejo recuam 6,2% em setembro frente a igual mês do ano anterior

Redação DM

Publicado em 12 de novembro de 2015 às 08:05 | Atualizado há 11 anos

RIO – As vendas do comércio caíram 0,5% no país em setembro frente a agosto. Na comparação com setembro de 2014, a queda é de 6,2%. Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE. No ano, o resultado é negativo em 3,3%, enquanto nos últimos 12 meses o recuo é de 2,1%.

O varejo apresenta taxas negativas desde fevereiro se considerada a série histórica com ajuste sazonal, ou seja, frente ao mês anterior — são oito meses seguidos, acumulando um recuo de 6,8%. Quando se compara com igual mês do ano anterior, a queda se dá desde abril, por seis meses consecutivos. E o resultado para setembro nesse tipo de comparação é o pior da série histórica, iniciada em 2000.

Já a receita das vendas do varejo registrou leve alta de 0,1% na passagem de agosto para setembro. Frente a setembro do ano passado, o resultado indicou crescimento de 1,8%. Nos nove primeiros meses do ano, as receitas do setor foaram ampliadas em 3,5%. Nos últimos 12 meses, houve elevação de 4,5%.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas em relação a agosto variou -1,5% e a receita nominal, -1,2%. Na comparação com setembro de 2014, o volume de vendas do varejo ampliado recuou 11,5% e a receita nominal caiu 4,4%. As taxas acumuladas para o volume de vendas foram de 7,4% no ano e de 1,1% nos últimos 12 meses. Já a variação da receita nominal foi de -6% em 2015 e de leve alta de 0,1% em 12 meses.

QUEDA EM OITO ATIVIDADES

De agosto para setembro, o volume de vendas mostrou registrou resultado negativo em oito das dez atividades pesquisadas pelo IBGE. As taxas mais significativas foram de veículos, motos, partes e peças (-4%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,8%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,7%); livros, jornais, revistas e papelaria (-1,6%); material de construção (-1,5%); tecidos, vestuário e calçados (-1,4%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,8%); combustíveis e lubrificantes (-0,7%).

Após sete recuos consecutivos, o segmento de móveis e eletrodomésticos ficou estável de agosto para setembro. Setor de maior peso na estrutura do varejo, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo manteve-se praticamente estável pelo segundo mês consecutivo, com leve alta de 0,1%.

Já na comparação com igual mês do ano anterior, o volume de vendas das oito atividades do varejo caiu. O maior tombo foi de móveis e eletrodomésticos (-17,9%), seguido por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,2%); combustíveis e lubrificantes (-8,7%) e tecidos, vestuário e calçados (-12,9%). Esses segmentos responderam por mais de 80% da taxa global. Também recuaram livros, jornais, revistas e papelaria (-14,9%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-9,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-7,0%). Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,1%) registrou a primeira queda da série histórica.

O desempenho do varejo ampliado reflete o comportamento das vendas de veículos, motos, partes e peças, que apresentou recuo de 21,8% nas vendas em setembro frente ao mês de 2014. Em 2015, esse segmento acumula queda de 16,1%. Nos últimos 12 meses, o recuo é de 14,3%. O menor ritmo na oferta de crédito e a restrição no orçamento familiar levaram à redução das vendas, segundo o IBGE.

Já o segmento de material de construção registrou diminuição de 12,8% no volume de vendas em relação a setembro do ano passado. Em termos acumulados, as taxas ficaram em -6,4% em 2015 e -4,9% nos últimos 12 meses. De acordo com o IBGE, a diminuição do ritmo deve estar ligada à fraqueza da economia.

Em agosto, frente ao mês anterior. Em relação a agosto do ano passado, o recuo foi de 6,9% — o mais alto na comparação anual desde março de 2003, quando foi de 11,4%. A taxa para agosto também foi a pior para o mês toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2000.

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