Economia

WikiLeaks vaza documentos sobre acordo de serviços entre países

Redação DM

Publicado em 6 de julho de 2015 às 15:35 | Atualizado há 11 anos

RIO – O WikiLeaks divulgou, nesta quarta-feira, mais uma série de documentos do Acordo sobre o Comércio de Serviços (ou TiSA, na sigla em inglês). A organização vazou a agenda completa da nova rodada de negociações, que começa na próxima segunda-feira (6 de julho), alguns anexos a serem discutidos, além do texto-base do acordo.

O TiSA envolve 52 dos países, entre os quais estão os Estados Unidos, as 28 nações que fazem parte da União Europeia, além de outros 23 países, como Turquia, Israel, Austrália, Taiwan e Paquistão. Juntas, essas nações correspondem a dois terços do PIB mundial.

O texto-base revela novas restrições às políticas que os países podem adotar na contratação de serviços. Além de reduzir a regulação dos contratos públicos para que os governos não favoreçam prestadores locais em detrimento de empresas internacionais, o acordo quer que não haja restrições de mercado ao tamanho e à forma das empresas estrangeiras.

O TiSA também quer expandir termos do GATS, o Acordo Geral sobre Comércio de Serviços, da Organização Mundial do Comércio, para incluir novos aspectos, como regulação doméstica, transparência e e-commerce, segundo o WikiLeaks.

Os novos textos da negociação de três anexos polêmicos estão entre os documentos vazados. Um deles é sobre a migração de pessoas, outro aborda a regulação doméstica, e o terceiro fala de transparência — buscando criar maneiras de deixar os governos mais transparentes para empresas globais.

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