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Gratidão é o vinho para a alma

diario da manha

Depois do advento das re­des sociais — território sem lei em que quase todo mundo é bonzinho, feliz e de bem com a vida — a palavra da moda agora é gratidão. Além de feliz, bonzinho e de bem com a vida, quase todo mundo tam­bém aprendeu de uma hora para outra, a ter gratidão ou a ser gra­to. A quem? Aos cosmos, ao dia, ao café matinal, à vida, à flor, aos ipês roxos e amarelos. Até à seca insuportável do cerrado, por que não? Está na moda! Mas será que praticamos este gesto de agra­decimento por Deus? Será que olhamos a vida com este olhar singelo?

Gratidão, no budismo, é con­siderada qualidade saudável a ser cultivada na mente. É pala­vra bonita. De fato, é até poéti­co. Na língua portuguesa, é usa­da como reconhecimento por algum benefício recebido. Mas, nas redes sociais, território com­plicado, não se atribui a alguém específico. Pode ser, como já se sabe, ao cosmos, ao café, ao vi­nho, ao mar, às estrelas.

Meus leitores, porque estou escrevendo sobre gratidão? Porque senti um calor agradá­vel no peito, uma alegria gosto­sa, que tornou em pouco espa­ço de tempo, minha vida mais bonita e colocando mais sedu­ção em meu sorriso. Essa be­leza da alma que se reflete nos meus sentimentos verdadeiros tem atraído, tem conquistado e seduzido. É o carisma. Tenho aprendido a gostar das pessoas como elas são, descobrindo de quanta beleza, dignidade, de­dicação e amor meu coração é capaz. E tenho tentado me des­nudar. É como se minha essên­cia se encantasse de repente em compartilhar amor.

A gratidão e o vinho simboli­zam o amor em nosso coração. A gratidão é sentida com educa­ção, o vinho da uva, do terroir, da natureza. Os dois têm algo em co­mum: o elemento que compõe a matéria prima de ambos tem que ser elaborado antes de dar à luz a paz a felicidade de dividir uma taça de vinho e agradecer o momento feliz de conseguirmos andar com singeleza pelo nosso jardim. A gratidão vem com a su­tileza e o vinho para alegrar a alma e fazer o rosto brilhar. Gratidão e Vinho, registra o clamor por um caminhar pela vida que encarne os princípios da santidade, vida, comunhão e simplicidade.

Meus leitores, sejam concisos, não caiam em modismos. Seja simples. Simplicidade atrai ver­dade. Para agradecer, basta um “muito obrigado” ou, melhor ain­da, “agradeço”. Simples, não? E atenção! Desconfie sempre da pessoa que usa gratidão para tudo nas mídias sociais e de re­pente tem um comportamen­to desprezível. Fique alerta. Na maioria das vezes, ela, a pessoa, nem cumprimenta o porteiro do prédio onde mora. Mas, no face, instagram, twitter é “grata”. Grata a tudo. É chique. Atrai. As aparên­cias, como se sabe, quase sempre enganam. E como!

Como diz um provérbio Fran­cês: Na água refletimos nossa própria face. No vinho visuali­zamos a alma de outrem. Deve­-se usar o amor, como uma taça de vinho, com gratidão, e sobrie­dade. A vida é uma dádiva. Co­mecem a dar a valor as pequenas coisas. Quantas vezes você olhou para céu e agradeceu por existir? Quantas vezes você olhou para sua família e agradeceu? Quan­tas vezes se permitiu para o seu amor? Não tenha vergonha de amar, de ser idiota, de ser crian­ça. Curtir a vida é perceber a chu­va e correr por ela como crian­ça. Ah! O abraço, como é bom abraçar quem sabe abraçar com alma, bem forte com amor. Va­mos transmitir carinho, trans­bordar gratidão. Correr atrás dos nossos sonhos, curtir o sucesso. Viver é sentir que você é a me­lhor pessoa do mundo. Amar é viver. Gratidão é sentir a vida.

Construa o seu jardim, encha­-o de flores coloridas. Sentimen­to não é preto e branco. As coisas não correm mal, correm diferen­te do que se espera. Faça uma nova estória, recomece. Essa é a beleza da nossa existência! Des­cobrir novos caminhos e princi­palmente sentir. Gratidão é o vi­nho para a alma.

Estilo

Uma nova tendência começou. Pelo menos é o que indicam os feeds e fotos de street style mais recentes do momento. O verde, principalmente o pastel, está ocupando o lugar do então querido lilás. Ironicamente, a espanhola María Bernad usou em um único look as duas cores juntas e deu a entender que sim, o neo-green vai substituir a leveza da lavanda. Neon, pastel ou bold, o verde é uma de nossas apostas para a próxima estação – ou quem sabe para a próxima temporada.

 

 

CAÇAROLAS DA SEMANA

 

Goiânia terá o restaurante Bienna com a maior variedade de carnes do Brasil

Um cardápio com 48 tipos de carne, incluindo as exóticas, garante ao Bienna a marca de ser o restaurante com a maior variedade de carnes do Brasil. O local escolhido pelo empresário e restaurateur Guilherme Moreira para abrir a primeira unidade da marca foi o Órion Business & Health Complex, em Goiânia. A casa será inaugurada ao público nesta sexta-feira, trazendo para a cidade um novo conceito em experiência gastronômica.

 

VINHOS

Como sentir os taninos no vinho

Taninos não tem cheiro ou gosto. A maneira mais fácil de identificá-los e avaliar sua intensidade é através da percepção de sua textura. Taninos deixam na boca uma sensação de secura, causando um certo enrugamento das paredes e céu da boca. Nossa língua e dentes ficam ásperos, em reação ao efeito dos taninos. Isso acontece porque estes polifenóis interagem com as proteínas naturais da nossa saliva, deixando aquela sensação de boca seca – ou boca amarrada, como alguns costumam dizer.

A ação dos taninos do vinho é, muitas vezes, comparada à sensação percebida após comer uma banana verde, beber chá sem açúcar ou mastigar a casca ou o caroço de uva.

Como combinar taninos com a comida

Os vinhos tânicos são mais indicados para harmonizar com alimentos ricos em proteína e gordura. Um corte de carne como a picanha, ajuda a suavizar os taninos dos vinhos tintos, tornando-os menos secos e adstringentes.

Todo vinho tem uma característica chamada de “corpo”. Essa característica pode ser sentida quando você está saboreando o vinho: é a consistência, a densidade que você sente na boca.

A regra básica para combinar um prato como picanha é: prato pesado fica bom com vinho “pesado”; prato leve, como salada por exemplo, fica bom com vinho “leve”.

Dada a característica da picanha, o que faz mais sentido é um vinho que seja de corpo médio a encorpado. Os seguintes tipos de vinho são boas opções:

Corpo médio: Merlot, Malbec, alguns Cabernet Sauvignon.

Encorpados: Cabernet Sauvignon, Syrah (ou Shiraz), alguns vinhos italianos tais como Barolo ou Montepulciano d’Abruzzo.

 

 

DICA DE VINHO: CATENA MALBEC

E com quais pratos os vinhos tânicos definitivamente não combinam?

Pratos com ingredientes amargos são os menos indicados para acompanhar vinhos tânicos.

Os sabores amargos tendem a unir-se, potencializando o efeito de amargor. Desta forma, tanto o vinho quanto o prato podem ficar ainda mais amargos quando combinados.

Outra combinação que deve ser feita com cuidado, é a de vinhos tânicos com peixes. Os taninos, quando combinados ao iodo dos peixes, principalmente os de água salgada, deixam um sabor metalizado, pouco agradável.

Vinhos Tânicos

Embora os vinhos muito tânicos causem certo desconforto para alguns, é fato que os taninos são extremamente importantes para o vinho, principalmente para sua longevidade.

A tanicidade é uma característica do vinho e não um defeito. É claro que existem vinhos defeituosos no mercado, desequilibrados, mas esta é uma outra questão.

Se o seu paladar é muito sensível aos taninos, procure por vinhos tintos de uvas menos tânicas ou que tenham um certo ‘tempo de garrafa’. A adstringência de um vinho jovem, pode melhorar muito com o passar do tempo.

Outra alternativa, é forçar seu envelhecimento com o uso de um decanter. O vinho pode tornar-se bem mais agradável ao paladar com apenas alguns minutos em contato com o ar.

Por fim, experimente combiná-los com carnes vermelhas e gordura, e veja como o sabor do vinho é modificado.

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