Entretenimento

Retratos artísticos

diario da manha
_010, 10/15/15, 1:03 PM, 8C, 3650x2730 (7585+6340), 150%, Custom, 1/160 s, R129.3, G73.3, B80.0

Jack Pierson na cama, foto de Mark Morrisroe (Foto:Reprodução)

Leon Carelli

A relação entre fotografia e individualidade passou a ter um novo viés em meados dos anos 1970, quando um grupo conhecido como Escola de Boston passou a registrar momentos íntimos e espontâneos com suas câmeras. A audiência da época percebeu tal iniciativa como incomum, algo quase inimaginável em 2019, com pessoas se fotografando a todo momento. Nomes como Nan Goldin, Mark Morrisroe, David Armstrong, entre outros, se conhecerem no fim dos anos 1970 em Boston, EUA. Todos ajudaram a acender a aura pessoal da fotografia neste período.

Na imagem principal da matéria, temos um retrato espontâneo de Jack Pierson, capturado por Mark Morrisroe – um dos nomes mais emblemáticos da cena, teve sua carreira interrompida aos 30 anos pela aids. 

Em meio à cena estava Nan Goldin, cujo livro I’ll Be Your Mirror, de 1995, deu a ela bastante visibilidade – seu nome é, atualmente, um dos mais importantes da fotografia contemporânea. Socialmente falando, Goldin, assim como os outros membros da Escola de Boston, tem um papel importante na documentação do clima que pairava sobre a comunidade LGBT no momento em que a aids tornou-se algo imprevisivelmente assustador.

A biografia da fotógrafa no site Artsy ressalta sua franqueza fotográfica. “Enquanto atualmente é conhecida como uma pioneira da chamada ‘fotografia diarística’, documenta com sinceridade inabalável uma sociedade abalada pela aids, pelo vício em drogas e pelo abuso. É a empatia refletida nessas imagens que as envolve de um lirismo memorável”. A sensibilidade da artista aos temas delicados foi aflorada desde muito cedo, na própria família. Goldin teve uma exposição precoce à tensão de relacionamentos familiares, à sexualidade e ao suicídio.

Fotografia enviada por Morrisroe para Pia Howard em 1985

Morrisoe

Um dos nomes mais marcantes da cena, Mark Morrisroe, produzia incansavelmente. Em sua curta carreira, foi responsável por mais de 2,000 obras. Oriundo de uma família desestruturada, é definido por Jack Pierson como o punk mais notório de Boston. De acordo com Terrence T. McDonald, em artigo para o site de notícias NJ.com, a infância de Morrisroe foi bastante incomum. “Ele morava perto do Estrangulador de Boston [Albert DeSalvo, serial killer responsável pela morte de 13 mulheres] e dizia aos amigos que era um filho ilegítimo do assassino. Sob o pseudônimo de Mark Dirt, prostituiu-se durante a adolescência. Com um amigo, criou uma zine chamada Dirt, repleta de fofocas falsas sobre celebridades. Ele idolatrava o cineasta John Waters [diretor de Pink Flamingos]”.

Nan e Brian na cama, 1983

Nan e Brian na cama, 1983

Comentários

Mais de Entretenimento

9 de julho de 2019 as 11:36

Cuphead vai se tornar série na Netflix

25 de maio de 2019 as 19:51

Atriz Lady Francisco morre no Rio