Entretenimento

Chamado de "Conversas que importam", Machismo nos games é tema de conversa promovida pelo YouTube

Serão abordados assuntos como a pouca representatividade das mulheres no mundo dos games e a hipersexualização das personagens femininas nos jogos

diario da manha

Na próxima sexta-feira (28), o machismo no universo dos games será pauta de uma conversa entre jogadoras e youtubers. Chamado de “Conversas que importam”, o projeto é uma parceria entre YouTube e o estúdio de conteúdo Play9.

No vídeo, que vai ao ar no canal do YouTube Brasil , a jornalista Míriam Castro, mais conhecida como Mikannn, vai sediar a conversa. A jogadora funBABE, a streamer Maah Lopez e a YouTuber Malena Nunes também irão participar da conversa.

A pouca representatividade das mulheres no mundo dos games e a hipersexualização das personagens femininas nos jogos serão alguns dos assuntos abordados.

O mundo dos games é um ambiente dominado por homens, afinal, desde muito cedo vem a associação (um tanto quanto sexista) de que videogame é brincadeira de menino. Nem por isso as mulheres deixam de jogar e participar do universo de jogos, ocupando cada vez mais esse espaço, mas ainda sim com dificuldades, pois enfrentam a falta de reconhecimento e machismo na comunidade de gamers. 

Foto/Reprodução – Criadoresid

A busca por reconhecimento como um público em potencial e a representação dentro dos games são objetivos a serem conquistados e reconhecido no universo feminino diariamente e as mulheres mostram cada vez mais sua força e sua capacidade de ser jogadoras, streamers e influenciadoras nessa categoria.

Mas vamos entender sobre esse empoderamento feminino que é a consciência coletiva, expressada por ações para fortalecer as mulheres e desenvolver a equidade de gênero, ou seja no universo game muitas participantes traz essa inspiração para as meninas que estão começando a entrar nesse universo dos games.

Foto/Reprodução – Eglu

“Quanto mais mulheres atuarem nas áreas de tecnologia, melhor. Assim, nós podemos mostrar como é o nosso trabalho, como é legal o que estamos fazendo e também ser um modelo para inspirar as meninas”, diz Rosemary Lokhorst, a roteirista e produtora do jogo Shadow’s Edge

Mas infelizmente ainda é uma área onde as mulheres são minoria, enquanto o equilíbrio de oportunidades ainda não é alcançado, as feiras do setor incluíram na programação um espaço para divulgar o trabalho dessas profissionais.

Mulheres na História dos Games

Se engana quem pensa que mulheres não estiveram presentes no desenvolvimento de jogos e no crescimento desta cultura. Carol Shaw, em 1978 já desenvolvia jogos para campanhas promocionais e, em 1979, lançou comercialmente o primeiro jogo feito por uma mulher: o 3-D Tic-Tac-Toe!

Doris Self, além de ser a primeira campeã em videogame, isso lá nos anos 1980, está no livro dos recordes como a mulher mais velha à competir! O que mostra que, assim como o público masculino, o feminino joga em qualquer idade!

Considerada uma das figuras femininas mais importantes na indústria dos jogos, Amy Hennig é diretora e também roteirista de games populares como os da série Uncharted. Começando na Nintendo, ela contribuiu para o jogo de Michael Jordan: Chaos in the Windy City de SNES. Mais tarde, migrou para a empresa Crystal Dynamics, trabalhando na série Legacy of Kain como diretora e escritora. Finalmente, na Naughty Dog, seu trabalho envolvia basicamente os games das séries Jak and Daxter e Uncharted.

Depois de tudo isso, não dá para dizer que jogos não são para mulheres, não é mesmo?

*Com informações do Tecnologia IG e Criadoresid

Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a equipe DM Online www.dm.jor.br pelo WhatsApp (62) 98322-6262 ou entre em contato pelo (62) 3267-1000.

Leia também:

Comentários