Entretenimento

Inovação e sustentabilidade estão entre as curiosidades em torno das Olimpíadas

Entre os destaques estão as tão desejadas medalhas, criadas pelo designer japonês Junichi Kawanishi e produzidas com materiais recicláveis extraídos de aparelhos eletrônicos

diario da manha

Começa nesta sexta-feira, 23, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tokyo 2020, na cidade de Tóquio, no Japão, único país da Ásia a receber duas vezes a competição. A primeira aconteceu em 1964, quando o pioneirismo japonês nos Jogos se fez presente no desenvolvimento de símbolos e adoção do design como ferramenta de comunicação entre os povos, criando os tradicionais pictogramas que se mantém até hoje.

Das histórias mais antigas sobre a criação de jogos entre povos, está a da Grécia Antiga, aproximadamente 2500 a.C., quando o então herói Hércules teria criado a competição como uma homenagem a Zeus, seu pai. Porém, os primeiros dados históricos das hoje conhecidas como Olimpíadas, datam de 776 a C, quando os atletas vencedores começaram a ter seus nomes registrados e a partir dela, instaurada a realização a cada quatro anos.

Dados curiosos sobre esta competição sadia entre os povos dos cinco continentes permeiam as 31 edições já realizadas desde a primeira Olimpíada da Era Moderna, que aconteceu em 1896, em Atenas, e contou com delegações de 14 países e 241 atletas competindo em nove modalidades.

Tokyo 2020 receberá mais de 200 países e promete não ser diferente em termos de curiosidades e marcos históricos importantes, como por exemplo, o fato de ser a mais equilibrada em gênero, pois todas as 33 modalidades do evento terão provas masculinas e femininas. Dos atletas olímpicos esperados, 49% são mulheres, enquanto 40,5% dos atletas paralímpicos são do gênero feminino.

Delegações de todo o planeta já estão no país que é reconhecido por sua tradição e alta inovação em tecnologia e que vem apresentando ideias e ferramentas criadas em prol da sustentabilidade, como forma de deixar um legado de bons exemplos para as futuras edições dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Entre os destaques estão as tão desejadas medalhas, criadas pelo designer japonês Junichi Kawanishi e produzidas com materiais recicláveis extraídos de aparelhos eletrônicos usados como notebooks, câmeras digitais e videogames, todos doados pela população e reunidos pelas prefeituras do país.

Os uniformes da delegação japonesa também contaram com a contribuição da população. 100% sustentáveis, foram feitos com um tipo de poliéster reciclado de peças também doadas pelos japoneses ao longo do ano de 2019, quando uma fabricante japonês de itens esportivos espalhou pelo país alguns locais de coleta para doação de roupas velhas e, a partir delas, a marca criou itens novos e modernos que além de sustentáveis, possuem alta tecnologia para controle de calor e diversidade, já que ao mesmo tempo que de longe parecem iguais, de perto é possível notar que cada peça possui um desenho único das linhas costuradas. Segundo os criadores, uma maneira de dizer que, embora todos sejam iguais, cada atleta é único

Ainda falando em práticas sustentáveis, o Estádio Olímpico que recebeu os Jogos em 1964 teve sua estrutura reformada e, para Tokyo 2020, recebeu projeto arquitetônico assinado por Kengo Kuma, arquiteto celebrado que, no Brasil, é quem assina a arquitetura da Japan House São Paulo juntamente com o escritório paulistano FGMF Arquitetos.

E como em todas as edições, novas modalidades ganham visibilidade na competição e esta contará com o retorno do beisebol e do softbol – ausentes desde os Jogos de 2008 – além dos inéditos surfe, skate e o karatê. Este último, chega com destaque especial para os japoneses, por se tratar de uma arte marcial que surgiu no país no início do século 15, mais precisamente na ilha de Okinawa (sul do país).

A tradução do nome significa ‘mãos vazias’, e segundo, o conceito, diz que mais do que derrotar o oponente, o importante é a busca pelo equilíbrio corporal e espiritual; daí a grande importância do kata, rotina de golpes coreografados que acontece além das disputas corpo a corpo

E para mais informações sobre estas e outras modalidades, além de desvendar outras curiosidades de Tokyo 2020, a Japan House São Paulo se preparou para reforçar aos fãs do esporte a forte conexão entre o Brasil e o Japão e apresentará ao público, a partir do dia 20 de julho, o ‘Lounge Esportivo: Tokyo 2020’, espaço que trará as mascotes Miraitowa, representante dos atletas Olímpicos, e a Someity, que representa os atletas Paralímpicos.

No espaço expositivo, conteúdos exclusivos em projeções mapeadas e monitores de TV trarão os principais movimentos, manobras e golpes, além de conteúdos e informações relevantes para que os visitantes possam conhecer suas histórias, regras e curiosidades.

‘Estamos muito animados com a programação especial que preparamos para promover a cultura, arquitetura e design sob a perspectiva esportiva, além de outros assuntos importantes na sociedade, como a valorização da diversidade, inclusão e sustentabilidade.’ comenta Eric Klug, presidente da Japan House São Paulo.

Haverá também uma área destinada aos esportes paralímpicos, com a exposição de alguns equipamentos utilizados pelos atletas para a prática de modalidades como goalball e bocha, exclusivas dos Jogos Paralímpicos, além do rugby, basquete e tênis, disputados em cadeira de rodas.

Comentários