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A importância da representatividade dos filmes infantis no aprendizado

Redação DM

Publicado em 10 de março de 2018 às 00:38 | Atualizado há 1 ano

O Oscar, máxima cerimônia do cinema, mostrou nes­te último domingo, dia 4 de março, a importância da repre­sentatividade nos filmes. Seja nos discursos das estrelas que foram premiadas ou nas películas que concorriam, o certo é que as pes­soas querem se enxergar nas his­tórias que assistem.

Diferente do que aconteceu após a Segunda Guerra em que o cinema retratava o “american way of life”, ou seja, o padrão da famí­lia “perfeita” em termos de beleza, gênero, e regras que deveríamos seguir, a indústria do cinema per­cebe que tem que acompanhar a realidade das pessoas e que cada realidade é diferente quando fala­mos de indivíduos. Principalmen­te a minoria: negros, mulheres, es­trangeiros, deficientes físicos eou mentais e LGBTs.

Quando levantada essa discus­são para as crianças, o assunto fica ainda mais complexo. Aprender tem haver com a sinergia entre ex­periências e estudo. Logo, a vivên­cia dessas crianças e o contato que elas têm com filmes, quadrinhos, e todo o tipo de entretenimento in­terfere no processo de formação como indivíduo e aluno

O número de mulheres, ne­gros e asiáticos ainda são mino­ria na direção dos filmes. Para ter uma ideia, no período de 2007 a 2017, apenas 52 filmes foram dirigidos por mulheres. Dá uma média de menos de seis filmes por ano. Outro número preocu­pante é que neste período ape­nas 63 longas foram dirigidos por negros. Logo, a questão da repre­sentatividade tem haver desde a concepção desses filmes.

“A questão dos filmes apre­sentarem estereótipos deve ser algo debatido nas salas de aula e também com os pais/responsá­veis pelas crianças. Acredito que essa seja uma responsabilidade de toda e qualquer instituição de ensino. Na Minds Idiomas, em que temos mais de 8000 crian­ças aprendendo inglês, e que o contato com filmes é algo cons­tante já que são na língua ingle­sa, sempre usamos animações e curtas que representem as crian­ças. Fugindo dos estereótipos”, ex­plica Augusto Jimenez, psicólogo.

Pantera Negra, por exemplo, é o primeiro filme de herói com pro­tagonistas negros e conquistou a marca de 5 ª maior bilheteria de es­treia da história dos EUA. Um país com diversos casos de racismo re­gistrados assim como o Brasil. É um grande avanço já que nos qua­drinhos, o Pantera Negra, já existe a mais de 50 anos. Crianças e jovens negros que quase nunca se veem representados nas telas têm acesso a uma super produção, com efeitos de ponta, e finalização invejável.

Outro filme que apresenta re­presentatividade é o integrante da franquia Star Wars. Star Wars Epi­sódio VII: O Despertar da Força tem como trio protagonista um latino, uma mulher, e um negro. Apesar do produtor do filme, Bryan Burk, ter afirmado que a questão da re­presentatividade nem deveria ser discutida e sim ser algo natural, já enraizado, o filme ajudou a milha­res de crianças a se enxergarem na história. Principalmente quando falamos dos estrangeiros e os mi­lhares problemas que imigrantes enfrentam no dia a dia. A saga já se passa em uma galáxia multicultu­ral e inclusiva. Vale a pena conferir os demais filmes.

A Bela e a Fera também fez sua parte na representação da diver­sidade. O novo filme baseado no desenho da Disney mostra um tipo de protagonismo diferente dos grupos historicamente repre­sentados. Tendo como persona­gens principais uma mulher e um personagem caracterizado como fera, o filme além dos protagonis­tas fora dos estereótipos traz tam­bém o primeiro personagem ho­mossexual da Disney nas telas. Retratando a descoberta da se­xualidade pelo personagem.


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